Operação Sem Desconto investiga grupo que aplicava fraudes estruturadas em contracheques e manipulava sistemas biométricos
Investigação aponta esquema estruturado que aplicava descontos ilegais em massa contra aposentados e manipulava sistemas biométricos do INSS.
Investigação detalha esquema de descontos ilegais em aposentados no INSS
A operação Sem Desconto, em andamento nesta quarta-feira (27), foca em um esquema de descontos ilegais em massa contra aposentados e pensionistas do INSS. A investigação, que ocorre em São Paulo, envolve associações como Amar, Master Prev, AASP e ANDAPP, consideradas responsáveis pela aplicação irregular de descontos em contracheques. Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava de forma estruturada e multifacetada, manipulando dados e sistemas para ampliar o alcance das fraudes.
Como o esquema operacionalizava os descontos nos contracheques
O grupo investigado usava empresas para operacionalizar sistemas de adesão de novos “associados”, conseguindo dados de aposentados por meio de contatos em instituições bancárias. A falsificação ideológica incluía a produção de tokens falsos e o uso de biometria fraudulenta para simular assinaturas em fichas de filiação, o que validava os descontos perante o INSS sem o consentimento real dos beneficiários. Esses métodos complexos permitiram que grandes volumes de descontos fossem aplicados ilegalmente.
Estratégias para dificultar fiscalizações e ocultar recursos ilícitos
Além de aplicar os descontos, o grupo buscava blindar e expandir o esquema promotendo suposta “assessoria” a outras entidades que desejassem replicar o modelo criminoso. Mantinha contatos estratégicos para dificultar ou neutralizar as fiscalizações da Controladoria-Geral da União (CGU). A ocultação dos valores ilícitos era feita por meio da criação de empresas de fachada e movimentações financeiras complexas, com aquisição de bens de alto valor para dissimular a origem criminosa dos recursos.
Impacto da fraude sobre a segurança financeira dos aposentados
O esquema de descontos ilegais compromete a renda de milhares de aposentados e pensionistas, que têm parte de seus benefícios desviados sem autorização. A manipulação dos sistemas e a falsificação de documentos fragilizam a confiança no INSS e impedem que os beneficiários tenham controle sobre seus próprios recursos. A investigação busca trazer à luz o tamanho do prejuízo e garantir a responsabilização dos envolvidos.
Medidas da Polícia Federal e próximos passos da operação
A nova fase da operação Sem Desconto inclui mandados de busca e apreensão contra as associações envolvidas, com o objetivo de coletar provas e desarticular o esquema criminoso. A Polícia Federal aponta que o grupo gerenciava uma complexa rede de fraudes, desde a captação de dados até a manipulação de auditorias. O desdobramento das investigações visa recuperar recursos desviados e reforçar os mecanismos de controle no INSS para prevenir futuras fraudes.





