Ministro da Fazenda detalha operação envolvendo Fundo Garantidor de Créditos e sindicato de bancos para superar crise do Banco de Brasília
O ministro Durigan apresentou a solução para BRB baseada em empréstimo do FGC com fiança de sindicato de bancos e contragarantia do DF.
Confira a programação completa da reunião no STF e próximos passos
Na audiência realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 25 de fevereiro de 2026, o ministro da Fazenda Dario Durigan apresentou a solução para BRB, que consiste em um empréstimo realizado pelo governo do Distrito Federal (DF) com recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A operação contará com fiança oferecida por um sindicato de bancos, utilizando o fluxo de recursos do DF como contragarantia.
25/02/2026: Audiência no STF com ministros e representantes do DF e União, apresentação da proposta.
27/02/2026: Nova reunião no STF prevista para possível conclusão do acordo.
Contexto da crise financeira enfrentada pelo Banco de Brasília
A solução para BRB foi impulsionada pela grave crise financeira que afeta o Banco de Brasília, instituição pública que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário. Investigações policiais, incluindo a Polícia Federal, apuram fraudes relacionadas ao extinto Banco Master e tentativas de aquisição fraudulentas pelo BRB. O ex-presidente do banco público, Paulo Henrique Costa, encontra-se preso sob acusações de corrupção e recebimento de propina.
Esses fatos comprometeram a saúde financeira do BRB, exigindo uma intervenção imediata para preservar sua operação e a confiança da população. Dario Durigan ressaltou a importância de que eventuais recursos recuperados por meio das investigações sejam direcionados para recompor os cofres do banco e do Distrito Federal, evitando prejuízos aos cidadãos.
Detalhes da operação financeira envolvendo o FGC e o sindicato de bancos
A solução para BRB prevê um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos, sem garantia da União, mas com a fiança emitida por um sindicato de bancos privado. Essa estrutura financeira inovadora utiliza o fluxo de receitas do Distrito Federal como contragarantia, condição imprescindível para viabilizar a operação considerando as atuais restrições fiscais.
O governo do Distrito Federal comprometeu-se a implementar medidas rigorosas de ajuste fiscal para garantir o cumprimento efetivo do acordo e assegurar a estabilidade financeira pós-operação. A União, por sua vez, se dispôs a flexibilizar os critérios do plano de ajuste fiscal que até o momento limita as operações de crédito do DF a R$ 900 milhões, ampliando o espaço para o empréstimo necessário.
Implicações fiscais e jurídicas para o Distrito Federal e a União
O acordo formalizado no STF destaca que a operação será realizada sem aval da União, uma decisão consequente da avaliação do Tesouro Nacional sobre a capacidade fiscal do Distrito Federal. Atualmente, o DF é considerado com capacidade insuficiente para assumir novas dívidas com garantia da União, o que motivou a busca por alternativas de fiança e contragarantia alternativas.
Além disso, o DF assumiu o compromisso de promover as medidas fiscais necessárias para assegurar a sustentabilidade da operação e evitar o comprometimento das finanças públicas. O acompanhamento dessa decisão pelo STF mostra a relevância jurídica e política do caso, que impacta diretamente a gestão pública e o mercado financeiro regional.
Impacto da solução para BRB no serviço público e na população do Distrito Federal
A solução para BRB é fundamental para preservar a continuidade dos serviços oferecidos pelo banco público, que desempenha papel estratégico no fomento econômico e no atendimento às demandas da população do Distrito Federal. A crise e as investigações não devem refletir em prejuízos para os usuários e para a estabilidade financeira da instituição.
Dario Durigan enfatizou que o esforço conjunto das autoridades visa proteger o banco e a população, garantindo que o impacto das irregularidades fique restrito aos responsáveis, enquanto o BRB mantém sua capacidade de atuação e contribuição para o desenvolvimento local. A operação financeira detalhada representa um passo decisivo para a recuperação e fortalecimento do banco.
Fonte: www.infomoney.com.br
Fonte: Adriano Machado





