Das 13 candidaturas oficializadas, candidatas estão apenas em partidos sem representatividade no Congresso

Das 13 candidaturas oficializadas para a eleição de 2026, as únicas mulheres na disputa estão em partidos sem representatividade no Congresso Nacional.
A eleição de 2026 é a primeira desde o início do século 21 sem mulheres em chapas competitivas para a presidência da República.
Das 13 candidaturas oficializadas, as únicas mulheres que concorrem estão em partidos sem representatividade no Congresso Nacional.
Essa situação representa mudança em relação às disputas presidenciais anteriores. Em 2022, duas mulheres concorreram com potencial eleitoral: Simone Tebet, pelo MDB, e Ciro Gomes teve Marina Silva como vice. Em 2018, Marina Silva concorreu pelo Rede Sustentabilidade.
Em 2014, a então presidente Dilma Rousseff buscava reeleição pelo PT. Em 2010, também concorreram à presidência. A última eleição com uma mulher em chapa forte foi 2022, quando Tebet chegou a 4% de intenção de voto em pesquisas.
O cenário atual reflete a concentração de candidaturas em legendas de maior poder político. Dos 13 pré-candidatos oficializados, a maioria está em partidos com bancada expressiva na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
A fragmentação política e a dificuldade de mulheres em acessar financiamento de campanha e apoio institucional de siglas grandes contribuem para esse quadro, segundo análises de pesquisadores em ciência política.
O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou lista completa de todas as candidaturas em análise. O registro oficial de candidatos está previsto para os próximos meses, conforme cronograma eleitoral estabelecido para o pleito de outubro de 2026.





