Setores empresariais reforçam necessidade de debate técnico e afastam pressa em votação durante período eleitoral
Empresários pedem mais tempo para analisar a proposta da 6×1, alertando para a complexidade e a necessidade de debate técnico sem pressa.
A proposta da 6×1 voltou ao centro das discussões políticas em 26 de maio de 2026, quando representantes do empresariado brasileiro tiveram uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para solicitar mais tempo para avaliação do projeto. A principal reivindicação é para que o debate seja feito com calma e embasado em estudos técnicos, evitando decisões precipitadas durante o período eleitoral. Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Paulo Skaf, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), lideraram o encontro.
Impactos da proposta da 6×1 sobre a competitividade e o setor produtivo
A proposta que visa alterar a jornada de trabalho para a escala 6×1 preocupa setores empresariais pela possível redução da competitividade do país. Paulo Skaf destacou que o fim da escala 6×1 pode engessar as negociações entre sindicatos e empregadores, prejudicando a flexibilidade necessária para adaptar jornadas conforme especificidades setoriais. Para os empresários, a medida proposta na Câmara dos Deputados está fora da realidade brasileira e não ouviu adequadamente os diferentes setores envolvidos.
Necessidade de debate técnico e equilíbrio político para a PEC da 6×1
Os empresários ressaltam que o tema da redução da jornada de trabalho exige serenidade e análise criteriosa. Ricardo Alban afirmou que a proposta possivelmente aprovada na Câmara é contrária aos interesses dos trabalhadores e consumidores, e que o Senado deve atuar com equilíbrio para garantir um debate maduro. A preocupação principal é que a votação não ocorra em meio às motivações eleitorais, o que poderia comprometer a qualidade da decisão.
Defesa da negociação coletiva frente à proposta da 6×1
Um ponto central defendido pelos empresários é o fortalecimento da negociação coletiva, na qual cada setor possa definir as escalas e jornadas de trabalho em acordo com seus trabalhadores. A proposta da 6×1, conforme argumentam, pode limitar essa autonomia e gerar rigidez excessiva nas relações trabalhistas. A manutenção do teto constitucional de 44 horas semanais é citada como uma medida fundamental para preservar o equilíbrio entre direitos e competitividade.
Participação de diversos setores empresariais na discussão da jornada de trabalho
Além dos líderes da indústria, representantes da Fecomércio-SP e da CNC também participaram das audiências e seminários promovidos pela comissão especial que discute a PEC da 6×1. Estes encontros mostram uma ampla mobilização do setor produtivo para influenciar o debate legislativo, sempre enfatizando a importância de uma análise técnica aprofundada e do respeito às especificidades de cada segmento econômico.





