Grupo arrematou concessão da BR-116 entre São Paulo e Paraná oferecendo 22,5% de desconto nas tarifas; rodovia é considerada ativo premium apesar de histórico recente de instabilidade

EPR arrematou concessão da BR-116 com 22,5% de deságio nas tarifas. Investimento estimado em R$ 7,1 bilhões inclui duplicação de 69 km.
EPR vence leilão Régis Bittencourt com maior deságio entre concorrentes
O Grupo EPR venceu o leilão Régis Bittencourt nesta quinta-feira (23), realizado na sede da B3, oferecendo o maior desconto nas tarifas de pedágio: 22,5%. A Motiva apresentou proposta de 12,10%, enquanto a Arteris, operadora atual do trecho, ofertou apenas 0,01%.
O trecho de 383 quilômetros da BR-116 que conecta São Paulo ao Paraná é considerado um ativo premium pelos analistas de mercado, principalmente pelas altas margens operacionais. Contudo, o ativo carrega um histórico recente preocupante de instabilidade.
Histórico de problemas operacionais
A rodovia apresentou 52 dias de fechamento ao longo do ano anterior, quando somadas todas as interrupções registradas. Conforme avaliação do ministro dos Transportes, George Santoro, a mudança de concessionária deve contribuir para melhorar significativamente o desempenho operacional da via.
Investimentos previstos no contrato
O novo contrato possui duração de 15 anos, com capex — investimentos em aquisição, melhoria e manutenção de ativos físicos — estimado em R$ 7,1 bilhões. Este montante inclui a duplicação de 69 quilômetros de pista. Além disso, a EPR deverá investir R$ 4,1 bilhões em despesas operacionais.
A empresa vencedora ainda deverá pagar R$ 120 milhões à Arteris para custear a transição da concessão. O investimento total movimentado no leilão chega a R$ 7,2 bilhões, posicionando a Régis Bittencourt entre os ativos mais atrativos licitados pelo governo nos últimos anos.
Perspectivas de mercado
Analistas de mercado avaliam que a estrutura de investimento proposta pela EPR sinaliza esforço significativo na modernização da infraestrutura. A duplicação de trechos críticos pode reduzir gargalos operacionais que historicamente impactaram a fluidez do tráfego na região. A mudança administrativa chega em momento estratégico para melhorar a confiabilidade da rodovia.





