Ex-vereador preso na Operação Vectura Corrupta teve documentos e arquivos levados no domingo, mas imóvel não constava em mandados.

Escritório de Milton Leite foi alvo de furto na noite de domingo (20/9) na zona sul de São Paulo. O imóvel não estava na lista de mandados da Operação Vectura Corrupta.
O escritório do ex-vereador Milton Leite foi furtado na noite de domingo (20/9) na zona sul de São Paulo, sem integrar a lista de endereços alvo de mandado de busca da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17/9). Ladrões levaram documentos e arquivos com imagens das câmeras de segurança do local, deixando para trás R$ 19 mil, quatro cartões bancários e documentos pessoais.
Milton Leite está preso desde a sexta-feira (18/9), após se entregar à polícia. Ele é alvo de mandado de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta, que investiga o envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público paulista.
O advogado que defende o ex-vereador, Aluízio Lacerda Medeiros, informou que o imóvel furtado seria ligado a um construtor que tem relação com Milton Leite. Antes da operação, a Secretaria da Segurança Pública solicitou à Enel uma lista de endereços relacionados aos investigados. A concessionária entregou um documento com 10 imóveis que seriam do ex-vereador, mas o escritório furtado não constava nessa relação.
A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público e cumpriu 66 mandados de busca e apreensão em 12 cidades: São Paulo, Cubatão, Praia Grande, Santos, São Bernardo do Campo, Diadema, Cotia, Taboão da Serra, Santana de Parnaíba, Santo André, Ribeirão Pires e Campinas. A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados, de acordo com o delegado Fabricio Intelizano, que ficarão presos por 30 dias.
Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira está entre os alvos e foi preso no dia da operação. As investigações constataram que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas pelo PCC, de acordo com as autoridades.





