EUA cobram ação mais agressiva do Brasil contra PCC e Comando Vermelho

Porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que país ainda não enfrentou suficientemente as duas facções, que atuam em pelo menos 12 estados americanos.

EUA cobram ação mais agressiva do Brasil contra PCC e Comando Vermelho
Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano. Foto: CNN Brasil — Foto: Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano, fala com exclusividade à CNN Brasil  • CNN Brasil

Porta-voz do Departamento de Estado americano cobra medidas mais agressivas do Brasil contra PCC e Comando Vermelho em entrevista exclusiva.

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, cobrou medidas mais agressivas do Brasil contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho em entrevista exclusiva concedida nesta quinta-feira (24). Segundo ela, o país ainda não enfrentou suficientemente as duas facções.

“Acreditamos que o Brasil ainda não confrontou estes grupos suficientemente, então gostaríamos de ver o Brasil tomar medidas mais agressivas”, afirmou Roberson.

Questionada sobre quais ações o governo brasileiro deveria adotar, a porta-voz indicou que cabe ao Brasil decidir quais ferramentas utilizará. Roberson informou que os Estados Unidos possuem evidência das ações desses grupos em pelo menos 12 estados americanos.

“Temos evidência das ações desses grupos em pelo menos 12 estados nos Estados Unidos. Queremos que o governo brasileiro tome com seriedade esse problema, essa responsabilidade de acabar com estes dois grupos”, declarou. “Esses dois grupos estão causando muita violência, um impacto bastante perigoso, não só no Brasil, mas aqui nos Estados Unidos”, completou.

Roberson não respondeu se os Estados Unidos avisaram com antecedência o Brasil sobre novas sanções. Fontes da diplomacia brasileira têm criticado a ausência de comunicações formais dos americanos sobre medidas adotadas contra o país, alegando que em muitos casos tomam conhecimento das ações pela imprensa.

Ao ser questionada sobre a ausência brasileira no Escudo das Américas — grupo criado em março pelos Estados Unidos para combater o narcotráfico em parceria com países da América Latina — Roberson apenas disse que a iniciativa é uma das ferramentas utilizadas pelos americanos para promover a segurança no hemisfério.

“O que sabemos é que queremos continuar colaborando com o Brasil, avançando a meta que compartilhamos, que é acabar com estes grupos que há muito tempo estão controlando economias, comunidades, causando bastante violência”, respondeu a porta-voz.

Roberson não respondeu se o Brasil foi convidado a integrar a iniciativa ou participar da reunião realizada durante a Assembleia Geral da ONU. A porta-voz afirmou, porém, que os Estados Unidos estão trabalhando com o Brasil por meio de relações bilaterais, ainda que o país não integre o grupo. “Os membros do Escudo da América são os países que já estão adotando uma linha de trabalho com os Estados Unidos, mas também estamos coordenando, trabalhando com o Brasil”, disse.

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