Carlos Pereira Xavier enfrenta júri nesta quarta no Recanto das Emas. É o quarto adiamento do processo desde fevereiro.

Ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier será julgado nesta quarta-feira pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas. Ele é acusado de encomendar morte de adolescente em março de 2004.
O ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, conhecido como Adão Xavier, será julgado nesta quarta-feira (23/9) pelo Tribunal do Júri do Recanto das Emas. Ele é acusado de encomendar a morte do adolescente Ewerton da Rocha Ferreira, de 16 anos, ocorrida em março de 2004. Xavier responde ao processo em liberdade.
Segundo a acusação, o ex-parlamentar acreditava que o jovem mantinha relacionamento com sua esposa. Por essa razão, teria decidido encomendar o crime, pagando R$ 15 mil pela execução do adolescente. O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiros de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas.
Na época do crime, Adão Xavier era casado há 14 anos e suspeitava que a esposa mantinha relacionamentos extraconjugais com adolescentes, entre eles Ewerton. Conforme os autos processuais, mesmo após ameaças terem levado ao fim do relacionamento entre a mulher e o jovem, o ex-parlamentar teria decidido mandar matar o adolescente.
Xavier havia sido condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Ewerton em julgamento anterior. Em 2024, porém, a condenação foi anulada pela Justiça. A anulação ocorreu após a defesa apresentar novos elementos ao processo, entre eles um relatório policial e depoimentos dos policiais civis Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior, que participaram da investigação quando lotados na antiga Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), atual Delegacia de Homicídios.
A condenação anterior resultou na cassação do mandato de Carlos Xavier. Ele foi o primeiro parlamentar da história da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) a perder o mandato em decorrência de condenação criminal.
Este é o quarto adiamento do julgamento e o segundo relacionado a problemas de saúde. A primeira previsão era que o júri ocorresse em fevereiro, mas a sessão foi remarcada após rescisão unilateral do contrato com a empresa responsável pelo fornecimento de refeições aos tribunais. Em maio, houve novo adiamento por trâmites judiciais relacionados à defesa. O julgamento esteve marcado para 9 de setembro, quando foi adiado novamente por questões de saúde do magistrado, segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).





