Produtividade da carne bovina cresceu 183% enquanto área de pastagem recuou 20%, diz ABIEC

Executivos de setores de proteína animal e sucroenergético afirmam que boas práticas de sustentabilidade são alavanca para agregar valor às exportações nacionais.
Executivos dos setores de proteína animal e sucroenergético afirmaram nesta sexta-feira (2) que destacar as boas práticas de sustentabilidade aplicadas no agronegócio brasileiro é fundamental para agregar valor às exportações nacionais. As declarações foram feitas durante painel de comércio exterior no Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo.
Roberto Perosa, Presidente Executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), citou os trabalhos para garantir a sanidade e qualidade das carnes brasileiras. Segundo Perosa, o Brasil está livre de febre aftosa e sem vacinação.
A ABIEC realiza aproximadamente 20 eventos por ano em todo o mundo para promover o setor. De acordo com a associação, esses eventos são oportunidades em que o setor demonstra conseguir elevar sua produtividade sem prejudicar o meio ambiente.
Conforme informou a ABIEC, a produtividade cresceu 183% nos últimos anos, enquanto a área de pastagem foi reduzida em 20%. Esse desempenho, segundo a associação, comprova a viabilidade de aumentar a produção sem ampliar a pressão sobre recursos naturais.
O setor de carne bovina também aproveita a possibilidade de diversificar os envios de cortes de acordo com as especificidades de cada mercado. Cortes nobres, como os traseiros, são consumidos pelo mercado interno e têm boa aceitação no Oriente Médio e União Europeia. Já os cortes dianteiros são mais aceitos na China e nos Estados Unidos, utilizados para produção de hambúrgueres e almôndegas. O miúdo bovino brasileiro tem demanda em países asiáticos.
O setor de cana-de-açúcar também identifica potencial de expansão por conta do interesse na descarbonização e transição energética. Conforme informou Eduardo Leão de Sousa, diretor de Estratégia e Novos Mercados da ÚNICA, o crescimento esperado da população mundial até 2025 aumentará a demanda por energia em 35%. Sousa destacou que a fragilidade do mercado de combustíveis fósseis abre oportunidades para o setor sucroenergético brasileiro.



