Plataformas internacionais Kalshi e Polymarket mostram estimativas sobre eleições presidenciais, embora operem sem critérios metodológicos

Senador aparece com 58% de probabilidade na Kalshi e 57% na Polymarket; Lula tem 44% e 43%, respectivamente, conforme estimativas consultadas
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera as estimativas de vitória nas plataformas internacionais Kalshi e Polymarket, conforme dados consultados na noite desta sexta-feira (2).
Na Kalshi, Flávio aparece com 58% de probabilidade de se eleger presidente, enquanto o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 44% de chance. O candidato Renan Santos (Missão) marca 0,6%, enquanto Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) não tiveram percentuais divulgados pela plataforma.
Na Polymarket, Flávio registra 57% de probabilidade de vencer. O índice representa queda de 6,3 pontos percentuais em relação à véspera, quando marcava 63,3%. Lula evoluiu de 37% para 43% de chance na mesma plataforma. Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury aparecem com menos de 1% cada.
As estimativas não seguem critérios metodológicos de pesquisas eleitorais, como amostragem representativa da população. Segundo as plataformas, os dados refletem negociações com dinheiro real — geralmente em criptomoedas — sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem. No caso das eleições, participantes compram e vendem contratos atrelados a resultados políticos, e os preços desses ativos variam conforme a demanda.
“A Kalshi e a Polymarket são plataformas internacionais de mercado de previsões, em que apostadores negociam suposições com dinheiro real sobre a probabilidade de eventos futuros ocorrerem.”
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em abril deste ano, resolução que proíbe a oferta e a negociação de apostas atreladas a temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento no Brasil por plataformas de mercados preditivos. A medida não se aplica às casas de apostas convencionais, que operam com modelo de prêmio fixo. Na prática, a resolução impede as plataformas internacionais de oferecerem apostas sobre eleições brasileiras a residentes no país.



