Presidente petista registra sua pior votação em porcentagem desde 1998, com 45,2% dos votos válidos contra 47% do candidato do PL

Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos (47%) contra 53,9 milhões de Lula (45,2%). PL elegeu 19 senadores e terá 28 cadeiras a partir de 2027.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4), recebendo 56,1 milhões de votos (47% dos válidos) contra 53,9 milhões de Lula (45,2%).
A votação representa a pior performance do presidente petista em porcentagem desde 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e marcou 31,7%, sendo derrotado já no primeiro turno. Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro, Lula obteve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, na disputa pela reeleição, marcou 48,6%. Em 2002, quando chegou à Presidência pela primeira vez, teve 46,4%.
Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e saiu derrotado em estados-chave para o resultado eleitoral, como em Minas Gerais, que historicamente dá maioria dos votos a todos os presidentes eleitos desde 1989. Flávio, por sua vez, superou a votação de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2022 em aproximadamente 5 milhões de votos, saltando de 51,1 milhões (43,2% dos votos válidos) para 56,1 milhões.
Os números de Flávio refletem-se nos resultados do Partido Liberal nas eleições para o Senado. O PL elegeu 19 senadores neste domingo. Somados aos nove que já cumpriam mandatos definidos pelas urnas em 2022, o Partido Liberal terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027. O Partido Novo contará com três senadores. Deste trio, dois abandonaram a campanha do correligionário Zema e apoiaram a candidatura de Flávio ainda no primeiro turno: Marcel van Hattem (Novo-RS) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). Somados, PL e Novo terão 31 senadores — quase 40% do Plenário da Casa.
O PT não ganhou cadeiras, mas também não perdeu: seguirá com as dez que já possui. No saldo, porém, a esquerda ficará com três cadeiras a menos do que possuía. O PSB saiu de sete para três; a Rede foi de zero para uma; e o PDT caiu de duas para uma. O centrão foi quem mais cedeu espaço: o PSD perdeu nove cadeiras no Senado.



