Senador do PL despendeu R$ 65,19 milhões, enquanto presidente do PT utilizou R$ 65,6 milhões, com foco em serviços terceirizados e publicidade digital.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizaram juntos R$ 130,8 milhões em campanhas no primeiro turno eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastaram, juntos, R$ 130,8 milhões durante a campanha do primeiro turno das eleições, conforme dados disponíveis na base do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 4 de outubro.
As despesas do candidato do PL somaram R$ 65,19 milhões, R$ 5,47 milhões a menos do que o total arrecadado pela campanha. Com os gastos atualizados até segunda-feira (5), as despesas do candidato do PT totalizaram R$ 65,6 milhões, R$ 22 milhões a menos do que os recursos arrecadados.
Apesar de ter registrado mais de R$ 65 milhões em despesas, a campanha do atual presidente realizou o pagamento de apenas 53% desse total: R$ 34,8 milhões. Além dos gastos com a campanha, Lula fez doações a outros candidatos e partidos na casa de R$ 1 milhão, enquanto Flávio Bolsonaro não destinou verbas para doações.
A principal despesa de ambos os candidatos foi com “serviços prestados por terceiros”, categoria que abrange despesas genéricas de prestação de serviços para a campanha. Os gastos de Flávio Bolsonaro nessa frente totalizaram R$ 39,6 milhões, enquanto os de Lula somaram R$ 40,7 milhões.
As duas campanhas concentraram a estratégia de repasse de verbas em promoção das candidaturas. A equipe de Flávio Bolsonaro priorizou o impulsionamento digital com R$ 9 milhões em despesas nessa frente, sendo R$ 8 milhões nos últimos 11 dias antes do primeiro turno. Os gastos da campanha do PL com promoção de materiais físicos somaram R$ 3,14 milhões em publicidades por adesivos e R$ 57,6 mil com materiais impressos.
A campanha de Lula priorizou os gastos com divulgação de material físico, com R$ 3,86 milhões gastos em “publicidade por adesivo” e R$ 3,04 milhões com “publicidade por materiais impressos”. Os gastos com impulsionamento digital na campanha à reeleição somaram R$ 2,69 milhões.
Outro gasto relevante foi com “serviços advocatícios”. Nessa frente, as despesas de Lula somaram R$ 4,02 milhões e as de Flávio, R$ 3,33 milhões.
Por lei, ambos os candidatos tiveram um limite de gastos de R$ 88,9 milhões para usar no primeiro turno das eleições. Por decisão do TSE, os candidatos à Presidência podem gastar com as campanhas até R$ 133 milhões, somando os dois turnos.



