Projeção do fundo contrasta com estimativa de 0,9% da FGV Ibre para o mesmo período e reacende debate sobre fontes de expansão econômica

FMI estima 1,9% de crescimento para 2027, superando projeção de 1,32% da mediana Focus e 0,9% da FGV Ibre para o mesmo período
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta crescimento de 1,9% para o Brasil em 2027, superando a mediana de 1,32% divulgada nesta segunda-feira (19) pelo Boletim Focus. A estimativa do fundo também fica acima da projeção de 0,9% calculada em setembro pela equipe do Boletim Macro do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
As diferentes perspectivas sobre o crescimento econômico reacendem questionamentos sobre as fontes de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o peso do consumo das famílias em relação aos investimentos e a capacidade de ganhos de produtividade para sustentar emprego e renda nos próximos anos.
O debate sobre crescimento econômico ganha relevância em contexto de pressões fiscais e envelhecimento populacional. O Brasil enfrenta desafios que reduzem o impulso demográfico ao crescimento e aumentam pressões sobre Previdência e saúde.
Durante o governo Bolsonaro, de 2019 a 2022, o PIB brasileiro cresceu 5,6% no acumulado, com média anual de 1,43%, em período marcado pela pandemia de Covid-19. No governo Lula, de 2023 a 2026, a expansão acumulada é estimada em 11,2%, com média anual de 2,68%, conforme projeção de 1,83% do Focus para 2026.
A equação do crescimento pela ótica da demanda soma consumo das famílias, investimento, consumo do governo e exportações menos importações. Especialistas apontam que responder como o Brasil sustentará expansão econômica nos próximos anos é essencial para orientar o debate sobre o governo que se formará em 2027.
Em cenário mundial crítico, o Brasil tem oportunidades de exportar produtos de maior valor agregado, atrair investimentos internacionais e orientar recursos públicos à proteção social e à infraestrutura dessas cadeias produtivas.



