Fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA cria incerteza entre aliados do PL

Senador deixou o Brasil enquanto enfrentava ações judiciais; partido debate moderação e reorganização para disputas no Congresso

Fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA cria incerteza entre aliados do PL
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil. Foto: Getty Images — Foto: Flávio Bolsonaro desembarca em Miami com a família após fugir do Brasil  • Getty Images

A saída de Flávio Bolsonaro para os EUA abriu incertezas no PL sobre os próximos passos da família e estratégia política

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados do partido. Parlamentares do PL buscam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla sinaliza intenção de buscar maior moderação.

Aliados de Flávio no Brasil ainda esperam respostas sobre a estratégia da direita e quem conduzirá as articulações do grupo daqui para frente. Segundo integrantes da legenda, a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL.

Para parte dos correligionários, trata-se de capital político correspondente a quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou esfacelado. Embora apoiem a tese de perseguição política, aliados de Flávio ainda buscam um sinal mais claro sobre como se posicionar, especialmente após a visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, nesta quinta-feira (29).

Valdemar Costa Neto afirmou: “É lógico que ninguém concorda com isso. Nós queremos tocar o país para frente. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo e vamos tocar. Ninguém aprovou a carta”.

Uma reunião do PL programada para a próxima semana deve esclarecer melhor o cenário aos parlamentares que permanecem no Brasil. Nos bastidores, uma ala da sigla defende um caminho de moderação, distante do teor da carta divulgada por Flávio.

A preocupação ocorre em momento em que o PL precisa preservar a unidade diante de suas bancadas recordes e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas. Entre elas estão as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. Partidos do centrão já discutem a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas Casas para os próximos dois anos.

Uma das incógnitas é o impacto da crise nas ambições do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, de assumir a Presidência do Senado. Ele segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas está entre os aliados que desaprovam a posição adotada.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress