Atacante celebra amizade com campeão olímpico e leva paixão pela prancha aos gramados da competição

O atacante repete marca registrada após balançar as redes contra o Haiti na segunda rodada do Grupo C. Gesto nasceu de brincadeiras com amigos e amizade com olímpico do surfe.
Matheus Cunha Comemoração Surfe Copa do Mundo 2026
O atacante Matheus Cunha voltou a exibir sua comemoração característica após marcar o primeiro gol do Brasil contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. A celebração que une futebol e surfe já se consolidou como a marca registrada do jogador, repetida tanto nos gramados europeus quanto nas competições pela Seleção Brasileira.
Origem da celebração nos movimentos da prancha
O gesto que remete ao universo do surfe surgiu de forma descontraída, durante brincadeiras entre o atleta e amigos brasileiros. Eles costumavam provocá-lo dizendo que precisava “remar mais” e melhorar sua performance na prancha. Com o tempo, aquela encenação ganhou significado próprio e transformou-se numa expressão genuína de felicidade.
Para Cunha, comemorar dessa forma representa a fusão entre duas atividades que marcaram sua vida de forma profunda. O futebol é sua profissão e paixão maior; o surfe, sua válvula de escape e hobbie que integra sua rotina há alguns anos.
Encontro com Ítalo Ferreira acelerou a paixão pelo esporte
A trajetória de Cunha no surfe começou durante férias em Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, um destino tradicional para surfistas brasileiros. Lá, ele teve contato com praticantes da modalidade e estabeleceu uma amizade com Ítalo Ferreira, campeão olímpico e um dos principais nomes do surfe mundial contemporâneo.
Essa conexão foi determinante para que o esporte deixasse de ser apenas um hobby ocasional e passasse a integrar de maneira permanente sua vida. A amizade com Ferreira abriu portas para que Cunha se aprofundasse ainda mais no universo do surfe e compreendesse melhor a técnica e a filosofia que cercam a prática.
Prancha artificial no exterior mantém vínculo ativo
Mesmo residindo na Inglaterra para suas atividades profissionais no futebol europeu, o jogador não abandonou a relação com o esporte. Durante os períodos de folga e férias, aproveitava a estrutura de ondas artificiais disponível na região de Bristol para continuar sua prática.
Em diversas entrevistas concedidas à mídia especializada, Cunha explicou que o surfe funciona como um importante mecanismo de descompressão. A rotina intensa do futebol profissional de alto nível gera pressão constante que afeta o desempenho mental e físico. O tempo na prancha, mesmo em ondas criadas artificialmente, oferecia espaço para recarregar as energias e manter o equilíbrio emocional durante as temporadas desafiadoras.
Símbolo de autenticidade nos campos de competição
A comemoração em forma de surfe representa mais que um simples gesto comemorativo. Ela reflete a personalidade autêntica do atleta, sua capacidade de manter interesses pessoais mesmo sob pressão profissional, e a valorização de amizades que transcendem o universo do futebol.
Ao repetir o movimento durante a Copa do Mundo, Cunha carrega consigo a filosofia de vida que construiu ao redor dessas duas paixões. A celebração na partida contra o Haiti demonstra que, independentemente do palco ou da importância da competição, o jogador mantém seus valores e sua forma autêntica de expressar alegria e satisfação.





