Gilmar Mendes critica Fachin por obstrução em processos no STF

STF

Ministro Gilmar Mendes questiona gestão de Edson Fachin após mudanças na distribuição de ações e suspensão de julgamentos importantes no Supremo

Gilmar Mendes critica Edson Fachin por obstrução de processos importantes no STF, destacando atraso em julgamentos e mudança nas regras de distribuição.

Gilmar Mendes critica Fachin por obstrução de processos no STF

Na quinta-feira, 14 de fevereiro de 2026, o ministro Gilmar Mendes criticou duramente a gestão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, após mudanças recentes na distribuição de ações e a suspensão de julgamentos importantes no tribunal. Mendes apontou que a não decisão de temas relevantes está se tornando uma marca da presidência de Fachin, aumentando o desgaste interno da corte.

Mudanças na distribuição de processos aumentam tensões

Edson Fachin endureceu as regras para distribuição de processos no STF, determinando que petições em processos arquivados sejam validadas pela presidência, coordenador de processamento inicial e secretário judiciário. Essa medida foi interpretada como um recado diretamente ao ministro Gilmar Mendes, que havia suspendido recentemente a quebra de sigilos da empresa Maridt, ligada ao ministro Dias Toffoli, em um processo relacionado à CPI da Covid.

Processos importantes paralisados por iniciativa da presidência

Gilmar Mendes enviou uma mensagem via WhatsApp a Fachin listando diversos julgamentos suspensos no plenário virtual por pedidos de destaque do presidente. Entre eles, constam temas sensíveis como exploração mineral em terras indígenas, a revisão da vida toda e o projeto Ferrogrão. Mendes ressaltou que essa paralisação equivale a uma tática de obstrução, similar ao “filibuster” utilizado no Senado dos Estados Unidos, que visa atrasar decisões.

Crise interna e divergências sobre condução da corte

A crise no STF se aprofunda com o grupo liderado por Mendes cobrando maior empenho de Fachin na defesa de ministros investigados pelo caso do Banco Master, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Apesar das cobranças, Fachin mantém uma postura de autocontenção e apela para reflexão por parte dos integrantes do tribunal, o que evidencia divergências sobre a forma de conduzir a crise e provoca desconforto entre os ministros.

Reunião tensiona ainda mais relações entre ministros

Uma reunião a portas fechadas entre Fachin, Mendes e outros ministros reforçou os apelos para que o presidente do STF lidere um movimento coletivo para enfrentar a crise. Participaram Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que demonstraram preocupação com a condução individualista da presidência, especialmente em relação à proposta de código de ética que enfrenta resistência interna. A expectativa é que o presidente coordene as pautas do tribunal para restaurar a harmonia e a eficiência das decisões judiciais.

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