Ex-deputado federal estava nos EUA desde fevereiro fazendo oposição ao Judiciário brasileiro e recebeu greencard há dois meses

Ministro da Justiça oficializa demissão do ex-deputado (PL-SP) de cargo na PF após abandono do cargo para residir nos EUA
O ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública, oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) do cargo de escrivão da Polícia Federal.
A demissão foi confirmada na última sexta-feira (18) e oficializada na edição do Diário Oficial da União conforme Portaria de Pessoal nº 135.
Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em fevereiro do ano passado para fazer oposição internacional ao Judiciário brasileiro. Seu foco principal foi o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução do processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão.
Há dois meses, o governo dos Estados Unidos concedeu a Eduardo Bolsonaro o chamado “greencard”, que é a autorização oficial de residência permanente no país norte-americano. À época, o ex-deputado justificou sua permanência nos Estados Unidos pela necessidade de buscar apoio internacional.
“Para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos. Aqui, poderei focar em buscar as justas punições que Alexandre de Moraes e sua Gestapo da Polícia Federal merecem”, afirmou Eduardo Bolsonaro quando anunciou sua mudança.
Segundo Eduardo Bolsonaro, sua missão incluía articular uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e punir o que chamou de “violadores dos direitos humanos”. Em paralelo, o parlamentar se tornou alvo de ação do PT por supostamente estar “incitando retaliações” contra o Brasil junto a autoridades americanas.
A demissão de Eduardo Bolsonaro foi oficializada através do Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo fato de a Polícia Federal ser subordinada à pasta. O processo de demissão começou a ser discutido em janeiro deste ano. O ex-deputado ainda não se pronunciou sobre a demissão.





