Homem é indiciado por estelionato ao simular leucemia em Cambira

Polícia Civil conclui investigação sobre fraude financeira envolvendo doações falsas no Norte do Paraná

Homem é indiciado por estelionato ao simular leucemia em Cambira
Delegado Victor Hugo Torres apresentou conclusões da investigação sobre fraude com falsas campanhas de arrecadação. Foto: Fábio Dias/EPR

Investigação da PCPR comprovou que morador de Cambira simulava doença para obter doações por vaquinhas virtuais, rifas e bazares.

Estelionato leucemia Cambira: polícia conclui fraude financeira

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu investigação que resultou no indiciamento de um morador de Cambira por crime de estelionato. O suspeito utilizava simulação de leucemia como estratégia para obter doações e outros benefícios financeiros de pessoas que acreditavam em sua situação de saúde.

Denúncias iniciaram as apurações

As investigações começaram após vítimas comparecerem à unidade policial questionando a autenticidade da doença e dos pedidos de ajuda. A PCPR também recebeu denúncias anônimas que reforçaram as suspeitas sobre a fraude.

Durante as diligências, os investigadores verificaram que o homem afirmava estar em tratamento em diferentes hospitais do Paraná e São Paulo. Consultas realizadas pela polícia junto às instituições de saúde revelaram ausência de qualquer registro de atendimento ou tratamento relacionado à doença mencionada.

Esquema sofisticado de arrecadação

Conforme o delegado Victor Hugo Torres, o investigado promovia campanhas de arrecadação por meio de estratégias diversas: vaquinhas virtuais, rifas, bazares e solicitações diretas de doações. A operação fraudulenta incluía ainda a criação de um contato de WhatsApp atribuído a um suposto médico responsável pelo tratamento.

Este falso profissional era utilizado para manter comunicação com terceiros e reforçar a narrativa de doença do suspeito, conferindo credibilidade fictícia ao esquema de fraude.

Responsabilidade legal

O estelionato configura crime contra o patrimônio e consiste em obter vantagem patrimonial ilícita de alguém por meio de fraude, ardil ou artifício. No caso investigado, a simulação de leucemia serviu como instrumento para enganar vítimas e movimentar recursos financeiros sem justificativa legítima.

A conclusão da investigação e o indiciamento representam etapa importante na responsabilização criminal do suspeito, que agora responderá judicialmente pelas acusações.

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