Instituições recebem apenas 60% do custo real dos procedimentos e buscam apoio de pré-candidatos ao governo estadual

Federação apresenta proposta de tabela complementar aos pré-candidatos Sandro Alex, Sergio Moro e Requião Filho para equiparar remuneração aos custos reais de atendimentos hospitalares.
A Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná apresentou aos pré-candidatos ao Governo do Estado uma proposta para criar a Tabela SUS Paranaense. A iniciativa foi levada a Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Requião Filho (PDT).
O projeto prevê aporte complementar com recursos do Tesouro Estadual para equiparar a remuneração dos serviços hospitalares aos custos reais. Segundo a federação, os hospitais filantrópicos recebem do Governo Federal aproximadamente R$ 60 para cada R$ 100 aplicados na assistência a pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Essa diferença representa um déficit de cerca de 40% que precisa ser compensado de outras formas. O desequilíbrio entre o custo real dos procedimentos e o valor repassado acumulou-se ao longo de décadas, obrigando as instituições a operarem no limite da sobrevivência financeira.
O modelo proposto utiliza como espelho o sistema implementado em São Paulo. Os hospitais filantrópicos do Paraná respondem por mais de 50% dos atendimentos gerais do SUS no Estado e por mais de 70% das demandas de alta complexidade.
Em especialidades como transplantes, as instituições realizam mais de sete em cada dez procedimentos estaduais. Segundo dados da federação, realizam 84% das cirurgias de fígado e 71% das de coração no Paraná. Em diversas regiões paranaenses, a Santa Casa local é a única opção de atendimento médico em um raio de dezenas de quilômetros.





