Igreja e escola da Flórida são processadas por abuso infantil cometido por pastor

Duas ações judiciais acusam instituições cristãs de não protegerem crianças de Matthew Clark Graziotti, condenado a 210 anos de prisão

Igreja e escola da Flórida são processadas por abuso infantil cometido por pastor
Caso envolve ex-pastor condenado por crimes de exploração infantil na Flórida. Foto: Gospelmais

Duas ações judiciais foram movidas contra uma igreja e uma escola cristã na Flórida por não protegerem crianças de um ex-pastor condenado por crimes sexuais

Duas ações judiciais foram movidas contra a Edgewater Alliance Church e a Warner Christian Academy, na Flórida, acusando as instituições de não protegerem crianças de Matthew Clark Graziotti, condenado por crimes de exploração infantil.

Os processos foram apresentados pelo escritório Herman Law Firm, que representa vítimas de abuso sexual. Um deles, em nome de Richard “Tucker” Tripp, menciona a Christian and Missionary Alliance e a Edgewater Alliance Church. O outro, em nome de Camron Armstrong, cita a Warner Christian Academy, instituição vinculada à White Chapel Church of God.

Tripp, que decidiu não manter anonimato, afirmou em coletiva de imprensa em Orlando que não carregaria mais a vergonha do ocorrido na infância. De acordo com o processo, líderes da Edgewater Alliance Church permitiram que Graziotti trabalhasse com jovens mesmo após receberem alertas sobre seu comportamento passado com crianças.

Em 2004, a polícia de Edgewater investigou Graziotti por suspeita de abuso sexual de menores. Após a investigação, a Friendship Community Church o demitiu como ministro da juventude, embora nenhuma acusação criminal tenha sido feita. Posteriormente, Graziotti procurou trabalho na Edgewater Alliance Church, onde sua irmã, esposa de um pastor da Friendship Community Church, alertou os líderes sobre seu comportamento.

Graziotti também começou a ensinar na quinta série e dirigir um acampamento de verão na Warner Christian Academy por volta de 2005. O processo de Armstrong alega que a escola não investigou adequadamente o histórico de Graziotti antes de contratá-lo, o que teria revelado preocupações sobre seu comportamento com meninos e a investigação policial de 2004.

Segundo o processo, Armstrong, vítima no caso federal contra Graziotti em 2014, relatou que o ex-pastor usava sua posição para separá-lo da supervisão dos pais, frequentemente levando-o para passar a noite em sua casa, onde o drogava e abusava sexualmente dele.

Alexander Lian, advogado da Edgewater Alliance Church, declarou: “A Edgewater Alliance Church da Christian and Missionary Alliance faz parte desta comunidade há mais de 50 anos, e nada é mais vital para nós do que a segurança das crianças sob nossos cuidados”.

Graziotti foi condenado a 210 anos de prisão pelos crimes de exploração infantil.

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