Inflação alta e juros elevados pressionam consumidores que têm renda em expansão

Apesar do mercado de trabalho aquecido e massa salarial em patamares recordes, o endividamento das famílias cresce.
A inadimplência avança no país mesmo diante de desemprego em baixa e massa salarial recorde, segundo especialistas. A pressão sobre as contas das famílias resulta principalmente do aumento dos preços de alimentos e das taxas de juros elevadas que encarecem o crédito.
O cenário cria uma pressão específica no orçamento doméstico. Enquanto o mercado de trabalho permanece aquecido, com melhores oportunidades de emprego, o poder de compra das famílias é reduzido pela inflação que atinge principalmente itens de alimentação.
As taxas de juros em patamares altos dificultam ainda mais o acesso das famílias ao crédito. Aqueles que conseguem acessar empréstimos enfrentam prestações mais pesadas, elevando o risco de inadimplência mesmo entre aqueles com renda estável.
Especialistas consultados alertam que essa combinação de fatores — inflação elevada, juros altos e maior oferta de crédito — cria um ambiente propício para o endividamento familiar. A massa salarial em expansão, portanto, não tem sido suficiente para compensar o aumento real dos gastos obrigatórios das famílias.
O padrão observado reforça que indicadores positivos no mercado de trabalho não garantem alívio financeiro imediato para as famílias quando enfrentam pressões inflacionárias e custos de crédito elevados.





