Inquérito contra Flávio Bolsonaro chega ao STF sob relatoria de Moraes

Campanha avalia tramitação atípica do caso em menos de duas semanas antes do segundo turno

Inquérito contra Flávio Bolsonaro chega ao STF sob relatoria de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes do STF. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado e Antonio Augusto/STF

Novo inquérito contra o candidato a presidente chegou ao STF distribuído a Moraes em apenas 16 dias

Novo inquérito contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou ao Supremo Tribunal Federal e foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, gerando preocupações na campanha do senador na reta final do pleito. De acordo com avaliações do entorno do candidato, o caso avançou em tempo atípico: foi remetido à Corte em 8 de outubro, autuado e distribuído a Moraes em 16 de outubro.

A campanha teme possível decisão do ministro ainda esta semana, a poucos dias do segundo turno. Aliados afirmam que a tramitação acelerada contrasta com o tempo médio de investigações na Corte e sinaliza possível urgência no julgamento.

Por se tratar de investigação sigilosa, não é possível confirmar a tramitação exata nem se houve diligências antes de abertura de vista ao Ministério Público. A campanha planeja pedir acesso à investigação ainda nesta terça-feira.

A investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, que obteve licença para operar uma plataforma de apostas quando Cláudio Castro era governador do Rio. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens trocadas com Willer, motivo pelo qual o caso foi remetido ao STF.

Em nota, Willer Tomaz negou irregularidades e afirmou ter requerido acesso aos autos. “Tem relação de amizade com Flávio e isso não é crime”, declarou. Aliados de Flávio sustentam que trocar mensagens com amigo é natural e garantem não haver envolvimento do candidato em irregularidades.

A campanha avalia também que uma eventual ação ostensiva de Moraes nas vésperas do segundo turno poderia ter efeito contrário ao pretendido, assim como ocorreu no primeiro turno. Há ainda análise de que o ministro pode postergar o caso como instrumento de negociação política caso Flávio vença a eleição e ganhe tração um possível impeachment contra Moraes no Senado, onde o PL terá maioria.

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