Investidores estrangeiros aportam R$ 10,06 bilhões na bolsa brasileira em um dia

Movimento após primeiro turno das eleições reacende debate sobre potencial de entrada de até R$ 700 bilhões no mercado acionário.

Investidores estrangeiros aportam R$ 10,06 bilhões na bolsa brasileira em um dia
Foto: Reuters — Foto: Insumos agrícolas e os aletras para a desaceleração do PIB

Após primeiro turno, investidores estrangeiros aportaram R$ 10,06 bilhões na bolsa em um dia. Potencial de entrada pode superar R$ 700 bilhões.

Investidores estrangeiros aportaram R$ 10,06 bilhões na bolsa brasileira em um único dia após o primeiro turno das eleições, segundo dados do mercado. O movimento reacendeu o debate sobre o potencial de entrada de recursos no mercado acionário brasileiro.

De acordo com comentarista de economia, o Brasil voltou ao radar dos investidores estrangeiros após anos de afastamento. “Ficamos durante vários anos esquecidos, alijados à parte do mercado”, afirmou.

O problema dos juros é estrutural e está diretamente ligado ao desequilíbrio fiscal do país, conforme avaliação de especialistas. A dívida, o pagamento de juros e o déficit nominal só crescem. A perspectiva de mudança, com promessas de equilíbrio fiscal e um Estado mais enxuto, é o que tem atraído essa “avalanche de investidores” em direção ao Brasil.

Empresas cíclicas — aquelas mais sensíveis ao nível de renda da população e ao endividamento das famílias — têm apresentado melhor desempenho na B3. A própria B3 valorizou mais de 20% na segunda-feira (5) seguinte ao primeiro turno.

Segundo estimativa elaborada pelo Itaú, a alocação média dos fundos locais em renda variável é de 8,9% dos recursos, mas estava em 7,6% no fechamento da segunda-feira. Um retorno à média representaria uma entrada de R$ 147 bilhões. Um retorno ao pico histórico de 13,1% poderia significar R$ 622,4 bilhões em aportes de fundos locais.

No caso dos investidores estrangeiros, a média histórica de alocação na B3 é de 5,6%, enquanto o nível atual está em 4,6% e o ápice foi de 7,6%. Isso representa um potencial de entrada de quase R$ 240 bilhões em recursos externos. “Se a gente soma aos recursos locais, nós estamos chegando perto do trilhão”, afirmou comentarista.

Em um cenário menos otimista, projeta-se uma entrada de ao menos R$ 700 bilhões, o que seria suficiente para elevar significativamente o nível de preços dos ativos brasileiros. Uma valorização consistente das empresas listadas poderia reabrir uma janela para IPOs e para a migração de investidores da renda fixa para a renda variável.

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