Conselho Regional de Medicina analisa procedimento com PMMA que resultou em óbito de paciente de 48 anos
Cremesp investiga médica após morte de maquiadora em SP em procedimento estético com PMMA.
Investigação médica morte maquiadora em São Paulo inicia apuração detalhada
A investigação médica morte maquiadora em São Paulo começou formalmente após a morte da maquiadora Roseli Fernandes, aos 48 anos, menos de 24 horas depois de passar por procedimento estético com aplicação de PMMA, realizado pela médica Tábita Nunes Marcolino. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) confirmou que apura a conduta da profissional, que não possui especialidade registrada no Conselho Federal de Medicina (CFM).
Procedimento estético com PMMA e os riscos associados
O polimetilmetacrilato (PMMA) é uma substância usada para remodelação corporal, mas seu uso indiscriminado tem causado alerta entre autoridades médicas. No caso em São Paulo, Roseli Fernandes foi submetida à aplicação de 240 ml de PMMA nos glúteos e 60 ml nos posteriores das coxas. Após o procedimento, a paciente apresentou dores e mal-estar, sintomas que evoluíram para parada cardiorrespiratória e morte. Em resposta, o CFM proibiu o uso do PMMA para fins estéticos ou reparadores por médicos em todo o país.
Detalhes do atendimento e sequência dos eventos até a morte
Roseli Fernandes, natural de Mato Grosso do Sul, viajou para São Paulo especificamente para o procedimento estético. Após a aplicação do PMMA, ela sentiu dores no local e tomou medicações indicadas pela médica. Na manhã seguinte, relatou mal-estar e sensação de morte iminente à filha. A médica orientou que voltasse ao consultório, mas Roseli passou mal durante o trajeto e sofreu uma parada cardiorrespiratória na recepção do prédio onde a clínica funcionava. A médica realizou massagem cardíaca até a chegada do SAMU, mas a paciente não resistiu.
Procedimentos legais e posicionamento das autoridades
O caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial de São Paulo, com diligências em andamento para esclarecer as causas do óbito. O Conselho Regional de Medicina de Goiás, estado onde a médica possui registro principal, reafirmou que a apuração compete ao Cremesp pela ocorrência do fato em São Paulo. A defesa da médica posicionou-se garantindo que o procedimento ocorreu em local autorizado e com produtos regulados, mantendo-se colaborativa com as investigações.
Contexto da atuação da médica e regulamentações vigentes
Tábita Nunes Marcolino afirmou realizar procedimentos estéticos não cirúrgicos há quase seis anos, sem residência médica, atuando em Goiânia e São Paulo. Ela relatou ter realizado todos os exames pré-procedimento e utilizado 100 seringas de 3 ml de PMMA durante duas horas e meia de aplicação. Apesar de alegar segurança na técnica, a médica não possui especialização reconhecida na área. A apuração segue sigilosa, sem laudo conclusivo que relacione diretamente o procedimento à morte da paciente.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: A médica Tábita Nunes Marcolino está sendo investigada pelo Cremesp





