Suplente de 47 anos, aliado desde 2022, vai completar mandato até 2031 no lugar do governador eleito do Paraná

Luis Felipe Cunha, advogado e aliado de Sergio Moro desde 2022, vai assumir a cadeira de senador deixada por Moro no Senado Federal.
O advogado Luis Felipe Cunha (47 anos) vai assumir a cadeira deixada por Sergio Moro (PL-PR) no Senado Federal. Cunha é suplente de Moro e completará o mandato até o início de 2031.
A relação entre os dois vem de antes das campanhas. Cunha é amigo e advogado de Moro desde 2022, quando coordenou seu projeto eleitoral. Na ocasião, Moro começou uma tentativa de disputar a Presidência pelo Podemos e terminou sendo eleito ao Senado pelo União Brasil. Mesmo com as mudanças de partido e de planos, o suplente permaneceu ao lado do ex-juiz.
Em 2023, Cunha passou a cuidar também da estratégia e da articulação política de Moro no Paraná. Agora, o trabalho nos bastidores vai dar lugar ao mandato em Brasília.
Luis Felipe Cunha nasceu em São Paulo e mora em Curitiba desde 1994. É formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), onde também fez mestrado em Direito Econômico e Social. Foi professor universitário e atuou por nove anos no Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-PR. É sócio do escritório Vosgerau & Cunha Advogados Associados.
O apoio a Moro também é financeiro. Neste ano, Cunha doou R$ 500 mil à campanha do aliado ao governo, conforme dados do DivulgaCand. O valor equivale a cerca de 7% dos mais de R$ 7 milhões em bens que Cunha declarou à Justiça Eleitoral em 2022. Em 2022, seu escritório recebeu R$ 1 milhão do União Brasil por consultoria jurídica. O pagamento foi questionado em ações que pediam a cassação de Moro e seus suplentes, mas o TSE rejeitou os pedidos por unanimidade em 2024.
Após confirmada a vitória de Moro neste domingo (4), o eleito governador disse que pretende contar com Cunha, Filipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) para buscar recursos e defender os interesses do Paraná em Brasília. “Pela primeira vez, o Paraná vai ter três senadores alinhados ao governo do Estado”, afirmou Moro.



