Ambos candidatos adotam discurso polarizado em São Paulo e Minas Gerais; analistas avaliam que voto indeciso pode ser decisivo

Na véspera do primeiro turno presidencial, Lula e Bolsonaro concentram esforços no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, com discursos polarizados.
Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram suas agendas de campanha com concentração no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, nesta terça-feira (4).
Segundo analistas de política da CNN, os dois principais candidatos realizaram seus últimos esforços mirando o maior colégio eleitoral do país. Um eleitorado de mais de 60 milhões de votos está concentrado no Sudeste.
Lula realizou ato de campanha na Avenida Paulista, enquanto Bolsonaro participou de uma carreata e motociata no interior do estado. Ambos retomaram discursos de polarização, de acordo com a analista Jussara Soares.
“De um lado está a democracia e a soberania, e do outro lado está a barbárie e a corrupção”, foi uma das frases marcantes do ato de Lula, segundo a analista. Flávio Bolsonaro adotou o argumento de que as instituições estariam capturadas pelo adversário, citando proximidade com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso.
Jussara Soares destacou que a campanha foi marcada muito mais por crises no Judiciário, inquéritos e vazamentos do que por propostas concretas. Lula voltou a mencionar a ligação de Flávio Bolsonaro, investigado no caso Dark Horse, a Daniel Vorcaro. Por sua vez, Bolsonaro acusou o governo atual de corrupção, reforçando o desgaste ao adversário.
Apesar de o percentual de indecisos ser de apenas 3%, segundo pesquisa da Quest, o analista Matheus Teixeira avaliou que esse grupo pode ser decisivo em uma disputa tão apertada. “Esse voto do indeciso, a depender para o lado que for, pode ser decisivo”, afirmou.
Os líderes das pesquisas trabalham para atrair o eleitorado de candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), cujos perfis são considerados mais próximos de Bolsonaro. A votação ocorre neste domingo (5).



