Após virada eleitoral, presidente reorganiza equipe com nomes do Centrão e aliados. Casa Civil e SRI são postos-chave em negociação

Segundo relatos à CNN, ex-ministro Camilo Santana é favorito para Casa Civil. André Janones e Silvio Costa são cotados para outras pastas estratégicas
As três últimas semanas de campanha provocaram reconfiguração nas forças ao redor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo relatos feitos à CNN. O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE) tornou-se favorito para assumir a Casa Civil, cargo inicialmente pensado para Fernando Haddad.
O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pela mobilização da esquerda nas redes sociais, teria carta branca para ocupar cargo no Palácio do Planalto. As possibilidades incluem a Secom (Secretaria de Comunicação Social) ou a Secretaria-Geral.
A chefia da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) é tida como posto-chave, responsável pela articulação política com o Congresso Nacional. Pessoas próximas a Lula avaliam que o comando da SRI precisa ser do Centrão, não do PT, como ocorre hoje com o ministro José Guimarães. Antes dele, no governo Lula 3, a pasta foi liderada por Alexandre Padilha e por Gleisi Hoffmann.
Um nome citado para a SRI é o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que foi ministro de Portos e Aeroportos e é considerado um negociador hábil com amplo trânsito no Congresso.
Alguns políticos derrotados nas eleições de outubro devem ganhar espaço na Esplanada. Um caso dado como praticamente certo é o de João Campos, ex-prefeito de Recife, que perdeu a disputa do governo de Pernambuco para Raquel Lyra (PSD). Presidente nacional do PSB, ele é favorito para assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia — uma pasta simbólica que foi chefiada no governo Lula 1 por Eduardo Campos, pai de João.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), despontou como estrela em ascensão no entorno do presidente e se posiciona para o pós-lulismo. Fonteles era secretário da Fazenda do governo Wellington Dias (PT), hoje ministro do Desenvolvimento Social, quando foi escolhido para sucedê-lo. Nas últimas semanas, tornou-se um dos mais próximos auxiliares de Lula. Foi ele quem convenceu o presidente a gravar selfies — Lula, que nunca havia tido celular, resistia aos apelos de assessores.



