Presidente petista anunciou recurso contra decisão do presidente da Corte Kassio Nunes Marques, suspensa horas depois pelo corregedor.

Lula chamou de absurdo a suspensão do canal Exército do Lula e disse que campanha recorreria. Corregedor do TSE suspendeu decisão horas depois.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de determinar a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Lula definiu o ato como “absurdo” e anunciou que a campanha recorreria da decisão.
O corregedor do TSE, Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente da Corte horas depois. A suspensão do canal atende a pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e vale até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
“Eu acho um absurdo. Os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação. Há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa campanha. Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não teria um comportamento civilizado e republicano de permitir que as eleições fluam sem interferência da Justiça”, afirmou Lula.
Segundo o petista, a campanha desconfia da postura da Corte eleitoral. “Eles tem bloqueado gente nossa e permitido ações dele (Flávio). Nas redes nós estamos ganhando o jogo. Nosso povo ta postando muita coisa, está muito ativo e por isso tenho desconfiado da postura da Corte eleitoral que tem bloqueado gente nossa e permitido as ações dele. Por isso vamos entrar com um pedido para equilibrar esse jogo”, declarou.
A decisão assinada pelo ministro Nunes Marques declara a mobilização de Janones como “lícita” mas considera que a estrutura está sendo empregada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”. O presidente da Corte informou que o canal contava com cerca de 55 mil seguidores na manhã de 5 de outubro de 2026, alcançou 2.090.796 seguidores em 7 de outubro e 2.967.820 na tarde de 9 de outubro.
Segundo Nunes Marques, as mensagens publicadas no canal somavam até 7 de outubro 3.582.366 encaminhamentos. A decisão também determina que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados desde 5 de outubro pela conta de Janones.


