Lula manda emissários para sondar apoio de Raquel Lyra no segundo turno

Governadora reeleita de Pernambuco rejeita qualquer possibilidade de manifestar apoio ao presidente na reta final da campanha.

Lula manda emissários para sondar apoio de Raquel Lyra no segundo turno
Lula ao lado de Raquel Lyra em agenda em Pernambuco. Foto: Miva Filho/Instagram @raquellyraoficial

Presidente Lula enviou três emissários para sondar possibilidade de Raquel Lyra apoiá-lo no segundo turno, mas governadora reeleita de Pernambuco rejeita.

O presidente Lula mandou pelo menos três emissários para sondar a possibilidade de a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra, apoiá-lo durante o segundo turno da campanha presidencial.

Segundo fontes, os emissários são dois ministros de Estado, Alexandre Silveira (Minas e Energia) e José Mucio (Defesa), além do ex-ministro Rui Costa (Casa Civil).

Até o momento, Raquel Lyra sinalizou não haver qualquer possibilidade de manifestar apoio ou trabalhar por Lula no segundo turno.

O grupo de assessores presidenciais trabalha agora para que Lula converse com ela ao telefone. Segundo fontes, o objetivo é pedir que, se ela avaliar melhor não declarar apoio a ninguém, trabalhe nos bastidores por ele. Lula, conforme as mesmas fontes, ainda não se convenceu da necessidade do telefonema.

O principal motivo apontado nos bastidores para que Lyra rejeite apoiar Lula é a avaliação dela e de seu grupo político de que o Palácio do Planalto atuou firmemente na reta final para beneficiar o candidato derrotado pelo PSB, João Campos.

Ao longo da campanha, os petistas garantiram que não interfeririam no processo eleitoral em Pernambuco. Porém, Lula desembarcou no estado para uma agenda conjunta com Campos na reta final.

Um ponto em específico foi considerado crítico: um pedido de direito de resposta da campanha de Campos que entrou no último dia do horário eleitoral, no qual o candidato do PSB atacou Lyra. O entorno de Raquel atribui o movimento ao Palácio do Planalto e, em especial, ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

O movimento sobre Raquel Lyra se insere dentro de uma estratégia central do PT neste segundo turno de focar a campanha na região Nordeste, reduto lulista.

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