Os dois constam como investigados em 22 ações eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral, que prosseguem normalmente apesar do resultado das urnas

Presidente reeleito no domingo e senador do PL seguem como investigados em ao menos 22 Aijes protocoladas na Corte Eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continuarão em disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral apesar do encerramento das eleições. De acordo com levantamento da consulta pública do TSE, Flávio aparece como investigado em ao menos sete Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral), enquanto Lula consta em 15 delas, totalizando 22 processos.
Os processos apuram suspeitas de abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e outras condutas. Informações da Corte Eleitoral indicam que as ações que forem admitidas seguem em tramitação normal mesmo após o fim da votação.
Lula venceu com 64,26 milhões de votos, contra 59,83 milhões de Flávio. O resultado marcou a primeira virada da história dos segundos turnos presidenciais no país: Lula havia terminado a primeira rodada atrás do filho de Jair Bolsonaro (PL).
Entre os casos de maior destaque contra Flávio estão: ação sobre o filme “Dark Horse”, que trata da trajetória da família Bolsonaro, com questionamentos sobre abuso de poder econômico e financiamento oculto; investigação sobre o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, acusado de integrar estrutura de mobilização e distribuição de conteúdo eleitoral; e apuração de suposto apoio ou interferência de grupos dos Estados Unidos em benefício da candidatura.
Contra Lula existem: duas ações sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente no Carnaval, questionando uso de recursos públicos e eventual benefício eleitoral; investigação sobre o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), acusado de coordenar compartilhamentos e ações de mobilização digital; ação sobre envio de mensagens e notificações por canais do governo federal, relacionadas a programas como Bolsa Família e Farmácia Popular, sob acusação de uso eleitoral da estrutura pública.
Segundo informações do TSE, esse tipo de ação tem trâmite lento e segue curso normal independentemente do resultado das urnas, inclusive em processos que têm como alvo integrantes da chapa derrotada.



