Lula terá maioria no STF como aliado em embates com Congresso

Presidente reeleito indicará pelo menos três ministros, consolidando apoio na corte para seu quarto mandato.

Lula terá maioria no STF como aliado em embates com Congresso
Apoiadores comemoram após Lula conquistar um quarto mandato histórico. Foto: REUTERS

Presidente reeleito consolidará maioria alinhada ao governo no STF e deverá ter ajuda da corte em disputas com Congresso.

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidará uma maioria alinhada ao governo no Supremo Tribunal Federal (STF) e deverá ter apoio da corte em embates com o Congresso em seu quarto mandato. De acordo com análise divulgada, o petista indicará pelo menos mais três ministros, que se somarão à ala do tribunal que já sustenta movimentos do Palácio do Planalto.

Há expectativa no entorno de Lula de que ganhe força o nome de Rodrigo Pacheco, ex-senador e atual integrante do Tribunal de Contas da União, para indicação ao Supremo ainda neste ano, aproveitando a composição atual do Senado. A avaliação dentro do próprio STF é que haja uma maioria folgada alinhada ao governo e que o tribunal tenha papel central para sustentação do Planalto nas disputas com o Congresso.

Segundo análise de fonte próxima ao governo, deve se manter a pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, porém mesmo esse cenário não seria visto como tão adverso, pois abriria outra vaga para escolha de Lula. No entanto, permanecerá uma ala do tribunal mais refratária ao Executivo, devido às críticas públicas que o presidente fez durante a campanha aos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli.

A possibilidade de Lula fazer uma quarta indicação à Corte depende de o ministro Gilmar Mendes antecipar a aposentadoria, uma vez que ele chega à idade limite em 30 de dezembro de 2030. A composição do Congresso eleito em 2026 tem perfil ainda mais à direita, o que deverá ampliar a resistência aos projetos petistas. No mandato atual, Lula já enfrentou dificuldades para emplacar sua agenda no Legislativo, incluindo o veto à indicação de Jorge Messias para o Supremo, situação que não ocorria há mais de 120 anos.

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