Senador Camilo Santana entra na coordenação-geral junto com Edinho Silva. Presidente também adota vídeos em selfie na estratégia digital.

Lula reformula campanha à reeleição com entrada de Camilo Santana na coordenação e ajustes no discurso para disputa contra Flávio Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reformulou a campanha à reeleição para o segundo turno com mudanças na coordenação e ajustes no discurso adotado na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (7). As alterações ocorrem após o petista ficar atrás do adversário no primeiro turno e criticar publicamente a organização de sua campanha.
A mudança mais significativa na estrutura foi a entrada do senador Camilo Santana (PT-CE) na coordenação-geral. O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação passa a dividir a função com Edinho Silva, presidente nacional do PT, que até então ocupava o posto sozinho. Camilo Santana já era parte da campanha de Lula, mas voltou suas atenções no primeiro turno à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará.
Lula reforçou a equipe de campanha com os candidatos mais bem votados do Nordeste. Os governadores reeleitos na Bahia e no Piauí, Jerônimo Rodrigues e Rafael Fonteles, ganharam espaço na estrutura.
A reformulação também aparece no discurso. No dia 7, Lula elevou o tom sobre segurança pública, defendeu a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública e apresentou novo lema: “Para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão”.
Além das mudanças na coordenação e na mensagem política, Lula reestrutura a estratégia de comunicação digital. O PT identificou problemas nessa área ao analisar o resultado do primeiro turno. Uma das primeiras mudanças implementadas foi Lula passar a gravar vídeos em selfie, formato que o presidente resistia e afirmava não se sentir “confortável”.
Nos primeiros vídeos em selfie, Lula pede para a militância “ir para a rua” e “evitar o retrocesso” enquanto aborda a votação da PEC sobre o fim da escala 6×1 no Senado.
O presidente criticou a organização da campanha eleitoral em encontro com parlamentares nesta quarta-feira. Segundo Lula, a derrota no primeiro turno é fruto da desorganização do partido na mobilização.



