Pesquisas apontam segurança como principal preocupação dos brasileiros. PCC e CV expandem atuação por estados e países.

Presidente eleito neste domingo enfrentará pressão popular por redução de criminalidade e combate ao crime organizado nos próximos quatro anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reelegeu para novo mandato na noite de domingo (25) com desafios prioritários na segurança pública e no combate ao crime organizado nos próximos quatro anos.
Pesquisas populares apontam a segurança como a principal preocupação dos brasileiros, à frente da corrupção, que historicamente ocupava o topo das prioridades. O tema marcou a campanha do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), que destacou durante meses a sensação de insegurança e bairros dominados por facções e milícias.
Lula, por sua vez, apresentou índices do Ministério da Justiça que apontaram redução histórica de homicídios e crimes violentos. Contudo, enfrenta resistência em associar o combate ao crime organizado ao seu governo.
Dados do Ministério Público de São Paulo mostram que o PCC (Primeiro Comando da Capital) se expandiu para além de Brasil e Paraguai, operando em 29 países como uma multinacional. O CV (Comando Vermelho), seu principal rival, trava guerra pela expansão pelo litoral brasileiro, do Rio de Janeiro até Belém, passando por toda a região Nordeste.
Para frear o crime organizado, Lula anunciou que dividirá o Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas específicas visando maior integração entre entes federativos e ações unificadas das forças de segurança. A criação depende, porém, da aprovação da chamada PEC da Segurança, proposta retirada de pauta no Senado Federal após impasse envolvendo redução da maioridade penal.
Como último ponto crítico para o novo mandato, especialistas apontam o assassinato de mulheres. Apesar da redução de 3,2% em 2026 em relação ao mesmo período de 2025, o Brasil registra quatro feminicídios por dia e bateu recorde pelo quarto ano consecutivo. O mandato de Lula deve ter olhar especial e prioritário para a área de segurança pública, problema que não é novo para os estados.



