Estratégia petista compara modelos econômicos e alerta sobre risco nas relações com a China durante campanha

Lula quer usar discurso na ONU para ligar Flávio Bolsonaro aos presidentes americano e argentino, destacando crise econômica.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer explorar a relação de Flávio Bolsonaro (PL) com os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, na reta final da campanha eleitoral. A meta é demonstrar que o adversário conservador reproduzirá o mesmo modelo de governo no Brasil, em referência à alta dos preços e redução de benefícios sociais.
A Argentina passa atualmente por uma crise econômica após avanços iniciais na gestão de Javier Milei. Os índices de pobreza voltaram a crescer após aumento dos preços, que pressiona a renda das famílias. Já os Estados Unidos, apesar de índices satisfatórios de crescimento econômico, enfrentam uma inflação resiliente, que levou a um aumento da taxa de juros.
O presidente petista pretende usar nos palanques eletrônicos, de televisão e rádio, trechos de seu discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). A ideia é destacar, sobretudo, as declarações do petista sobre combate à fome e sobre enfrentamento à violência.
Além da comparação de modelos econômicos, Lula pretende afirmar que Flávio seria um representante de Trump no Brasil, transformando o país em uma espécie de “aneu diplomático”. A campanha também busca destacar que as relações econômicas com a China estariam em risco com uma gestão do primogênito de Jair Bolsonaro.
Nesta segunda-feira (21), porém, Flávio respondeu que sua relação será pragmática com o gigante asiático, hoje o maior parceiro econômico do Brasil.





