Após 27 anos preso, líder do PCC é incluído em nova ação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo

Líder do PCC, Marcola está preso há 27 anos e foi incluído em novo mandado na Operação Vérnix contra esquema de lavagem de dinheiro.
Operação Vérnix mira lavagem de dinheiro ligada a Marcola e familiares
A Operação Vérnix, realizada em 21 de fevereiro de 2024, pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, preso há 27 anos, figura entre os alvos do novo mandado de prisão. A ação também atinge seu irmão, dois sobrinhos e a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, presa em Barueri após retornar da Itália.
A trajetória de Marcola e sua influência no PCC
Marcola, natural de Osasco, São Paulo, começou sua vida criminal ainda na infância com pequenos furtos. Ele conheceu Cesar Augusto Roris, fundador do PCC, e ascendeu ao comando da facção em 2002, em meio a conflitos internos. Conhecido como “Playboy” pela preferência por roupas e tênis de marca, Marcola foi condenado a mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídios e associação criminosa. Apesar de negar formalmente sua liderança no PCC perante a Justiça, sua influência é amplamente reconhecida pelas autoridades.
Presídios e regime de prisão ao longo de quase três décadas
Desde sua prisão definitiva em 1999, Marcola passou por 19 presídios estaduais antes de ser transferido ao sistema penitenciário federal em 2019, após investigações que indicaram ameaças à segurança pública. Em 2023, durante sua custódia em Rondônia, foi novamente transferido devido ao descobrimento de um plano de resgate. Atualmente, ele cumpre pena sob rígidas condições no sistema federal, evidenciando a preocupação contínua das autoridades com sua custódia.
Impacto da Operação Vérnix no combate às finanças do PCC
A nova fase da Operação Vérnix ressalta a importância do combate às estruturas financeiras que sustentam organizações criminosas. A inclusão de Marcola e seus familiares nos mandados demonstra a tentativa das autoridades de desarticular não apenas as ações criminosas na rua, mas também os fluxos financeiros ilícitos. A prisão da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra também evidencia o alcance e complexidade da investigação.
Processo contra Marcola prescreve, mas pena segue cumprida
Em dezembro de 2023, a Justiça de São Paulo encerrou um processo contra 161 investigados por suposta ligação com o PCC, incluindo Marcola. A denúncia, apresentada em 2013, ficou paralisada por 12 anos e prescreveu, conforme decisão judicial que extinguiu a punibilidade dos denunciados. Contudo, essa decisão não interfere na pena que Marcola já cumpre por condenações anteriores, mantendo sua prisão em regime federal.





