Atacante marca duas vezes contra Haiti e entra para histórico elenco de jogadores que fizeram múltiplos gols em partidas de Mundiais pela Seleção

Matheus Cunha artilheiro marca duas vezes contra Haiti e ingressa em grupo seleto de jogadores que alcançaram esse feito em Mundiais pela Seleção Brasileira.
Matheus Cunha ingressa em grupo restrito de artilheiros do Brasil em Copas
Matheus Cunha artilheiro de destaque na Copa do Mundo de 2026 consolidou sua ascensão no torneio ao marcar dois gols contra o Haiti, na sexta-feira (19), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos, em partida encerrada com vitória de 3 a 0. Com esse desempenho, o camisa 9 brasileiro ultrapassou a marca de jogadores ocasionais e integrou um círculo fechado de atletas que repetiram a façanha em partidas de Mundiais.
A elite histórica dos artilheiros em Copas do Mundo
O registro de Cunha o coloca ao lado de nomes imortalizados no futebol brasileiro. Pelé, em sua trajetória nos Mundiais, consolidou-se como referência máxima. Ronaldo, com suas duas conquistas de Copa, deixou marca indelével. Neymar levou a bandeira brasileira em múltiplas edições. Garrincha e tantos outros completam este elenco seleto.
Em toda a história das Copas do Mundo, esse feito de marcar duas ou mais vezes em uma única partida ocorreu em 35 ocasiões. A primeira registrada remonta a 1930, na era dos primórdios do campeonato. Curiosamente, houve quatro edições em que nenhum jogador brasileiro alcançou essa marca: 1966, 1974, 1994 e 2018.
O degrau final: o hat-trick raro
Cunha esteve a apenas um gol de transpor a barreira do hat-trick — conquista que apenas Leônidas da Silva, Ademir Menezes e Pelé realizaram em Copas do Mundo. A proeza de três tentos numa partida permanece como marco de raríssima execução.
O intervalo entre hat-tricks brasileiros em Mundiais estende-se por seis décadas e oito anos. Pelé foi o último a alcançá-lo, em 24 de junho de 1958, em Estocolmo, quando o Brasil enfrentava a França pelas semifinais do torneio sueco, vencendo por 5 a 2. Desde então, nenhum outro jogador da Seleção replicou essa performance extraordinária.
Cronologia de múltiplos gols em partidas isoladas
A história revela períodos de maior e menor incidência dessa marca. Nas décadas de 1930, 1950 e 1960, a ocorrência foi mais frequente, refletindo as características ofensivas daquele futebol.
- 1930: Moderato e Preguinho marcaram dois gols cada na goleada sobre a Bolívia
- 1938: Leônidas da Silva alcançou até quatro gols em uma partida contra a Suécia
- 1950: Ademir Menezes e Chico repetiram a marca múltiplas vezes naquela Copa
- 1958: Mazzola, Vavá e Pelé deram conta do feito ante adversários diversos
- 1962: Garrincha marcou duas vezes em duas oportunidades, consolidando sua condição de destaque
- 1970: Jairzinho, Pelé, Tostão repetiram contra adversários sul-americanos
- 1998 e 2002: Ronaldo, em sua fase de maior produtividade, alcançou a marca em duas ocasiões
Perspectivas para a sequência do torneio
O desempenho ofensivo de Cunha na primeira partida do Brasil contra o Haiti estabelece expectativas elevadas para o prosseguimento da campanha. A Seleção apresenta estatísticas que apontam probabilidade de 99,95% de avançar para a segunda fase do torneio, conforme cálculos técnicos.
O atacante, ao conquistar seu lugar nesta galeria histórica, consolida-se como peça relevante nos planos ofensivos brasileiros para este Mundial. Sua próxima oportunidade de perseguir o hat-trick virá nas rodadas subsequentes da fase de grupos.





