Vice-presidente do TSE registrou seu voto por volta das 9h10 na Octogonal. Eleições contam com 158,7 milhões de eleitores.

Vice-presidente do TSE, ministro do STF André Mendonça votou neste domingo em Brasília. Eleições contam com 158,7 milhões de eleitores.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), votou neste domingo (4) no primeiro turno das eleições em Brasília.
Mendonça registrou seu voto por volta das 9h10, na Octogonal, região nobre de Brasília. Além dele, outros cinco ministros da Suprema Corte também votaram na capital federal.
Segundo informações do TSE, 158.745.483 brasileiros se dirigiram às urnas neste pleito. O número representa um acréscimo de 2,2 milhões de eleitores em relação às eleições anteriores.
Neste turno, os eleitores decidiram seis cargos: deputado ou deputada federal, deputado ou deputada estadual, senador ou senadora (duas vagas), governador(a) e presidente. Se necessário, o segundo turno para cargos executivos (governo e Presidência) será realizado em 25 de outubro.
Durante o período eleitoral, Mendonça protagonizou embates com colegas da Corte. O principal foi o conflito com Alexandre de Moraes, também do STF, em relação a investigações sobre a rede de influência e os dados do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Como relator do caso na Suprema Corte, Mendonça restringiu o acesso da chefia da Polícia Federal a relatórios sobre Moraes e solicitou a íntegra das conversas do empresário. Ele manteve parte das apurações sob segredo de justiça para preservar dados bancários e fiscais.
Em resposta, Moraes enviou uma manifestação ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, citando o colega dezenas de vezes. Ele acusou Mendonça de conduzir uma apuração direcionada para gerar constrangimentos no cenário eleitoral, além de apontar a ocultação de documentos essenciais.
Mendonça rebateu todas as acusações formalmente e sustentou que atuou dentro dos limites legais. Ele defendeu a regularidade de suas decisões e solicitou ao presidente da Corte o arquivamento das acusações feitas por Moraes.
Diante do impasse, Fachin assumiu a centralização das decisões sobre a divulgação dos documentos. O tribunal definiu que os pedidos de nulidade e arquivamento serão analisados pelo plenário para conter o desgaste político na instituição.



