Nunes Marques defende segurança das eleições 2026 e descarta dúvidas sobre pleito

Presidente do TSE agradece Justiça Eleitoral dois dias após reeleição de Lula, com 128,2 milhões de votantes no segundo turno

Nunes Marques defende segurança das eleições 2026 e descarta dúvidas sobre pleito
Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE — Foto: O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques  • Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O presidente do TSE afirmou que o pleito reafirmou a confiança da sociedade brasileira na instituição e a solidez da democracia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta terça-feira (27) a segurança das eleições de 2026 em sessão plenária da corte. Em discurso de agradecimento à Justiça Eleitoral, o magistrado afirmou que o pleito reafirmou “a confiança da sociedade brasileira” na instituição e “a solidez” da democracia.

O pronunciamento ocorreu dois dias após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nunes Marques classificou o processo como “mais um ciclo eleitoral bem-sucedido” e atribuiu o resultado ao “empenho, à competência e ao elevado espírito público” de magistrados, servidores, mesários e colaboradores do TSE, dos Tribunais Regionais Eleitorais e das zonas eleitorais.

Segundo o ministro, o êxito é “resultado direto” de um esforço “conjunto, coordenado e harmonioso” em todo o território nacional. Cerca de 158 milhões de eleitores foram atendidos em 5.571 municípios e em 186 cidades no exterior, em 517.179 seções eleitorais. A estrutura envolveu 2.990 magistrados, 24.511 servidores, mais de 2 milhões de mesários e mais de 8.000 colaboradores.

No primeiro turno, mais de 125,2 milhões de eleitores compareceram, o equivalente a 78,92% do eleitorado, informou Nunes Marques. No segundo turno, o comparecimento chegou a cerca de 128,2 milhões, com abstenção de aproximadamente 19,2%, ante 21,08% na primeira etapa.

O presidente do TSE citou estruturas criadas para este pleito, como a Sala Nacional de Situação Climática, voltada ao monitoramento de riscos climáticos. Para ele, a “articulação permanente” entre as instâncias da Justiça Eleitoral permitiu “superar desafios” com “agilidade e segurança”.

Na noite de domingo (25), logo após a derrota, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação da eleição, alegando interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na votação. Bolsonaro criticou a decisão de Zanin que estendeu a votação até as 19h por problemas no transporte de eleitores. O ministro esclareceu depois que a medida valia apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura de urnas já fechadas. Nunes Marques havia informado a Bolsonaro, por telefone, sua derrota, e comunicado a Lula sua reeleição. Na segunda-feira (26), o senador recuou da contestação.

Continue acompanhando nosso portal para mais notícias!

plugins premium WordPress