A 11ª fase da operação Mute foca no controle do uso ilegal de celulares por organizações criminosas dentro de penitenciárias em todo o país
A operação Mute apreendeu mais de 500 celulares em presídios, focando no controle de facções criminosas e no combate à comunicação ilegal interna.
Operação apreende 500 celulares em presídios focando no combate à facção do Rio
A operação apreende 500 celulares em presídios, realizada na 11ª fase da operação Mute, durou uma semana e ocorreu em todas as unidades da federação, com destaque para o Rio de Janeiro. O Ministério da Justiça coordenou a ação que mirou unidades prisionais associadas à organização criminosa “Povo de Israel”, que tem usado aparelhos clandestinos para aplicar golpes e coordenar crimes diversos. Autoridades destacam que o acesso facilitado a celulares dentro dos presídios contribui para o crescimento da facção.
Tecnologia e inteligência reforçam combate às comunicações ilegais nas prisões
As equipes envolvidas na operação utilizaram equipamentos avançados para detectar dispositivos eletrônicos escondidos em celas, galerias e compartimentos improvisados. Essa tecnologia reforça as ações de inteligência penitenciária, ampliando a capacidade de neutralizar comunicações ilícitas, como tráfico de drogas, extorsões e golpes virtuais. O uso estratégico de tecnologia é fundamental para enfrentar as práticas criminosas coordenadas de dentro das unidades prisionais.
Impacto da operação no controle das facções e segurança pública
A operação não apenas apreendeu celulares, mas também visa interromper a estrutura comunicacional das organizações criminosas, dificultando a coordenação de crimes externos. O aumento do controle tecnológico e das ações de inteligência tem potencial para reduzir o poder de facções como o “Povo de Israel” e o PCC, contribuindo para a segurança pública e a diminuição da criminalidade associada a essas redes.
Estratégias regionais e atuação integrada das polícias penais
A Secretaria Nacional de Políticas Penais, por meio da Diretoria de Inteligência Penitenciária, coordenou ações regionais excepcionais que ampliam o alcance da operação Mute. A integração entre polícias penais dos estados fortalece a troca de informações e a execução de ações sincronizadas contra o uso ilegal de celulares, ampliando a efetividade das intervenções dentro dos presídios.
Perspectivas e próximos passos no enfrentamento das comunicações ilegais
O Ministério da Justiça prepara um relatório detalhado dos resultados e apreensões da 11ª fase da operação, a ser divulgado às 11h do dia 22 de maio de 2026. A continuidade das ações e o investimento em tecnologia são essenciais para manter o controle sobre as comunicações ilícitas e impedir o avanço das organizações criminosas no ambiente prisional e na sociedade.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





