Operação do MPDFT investiga fraudes em descontos de servidores do DF

PF sinaliza interesse em delação de ex-BRB após veto à proposta de Vorcaro

BRB, PicPay e órgãos públicos são alvo de buscas por possíveis irregularidades na folha de pagamento; empresa teria descontado R$ 81 milhões

Operação do MPDFT investiga fraudes em descontos de servidores do DF
Operação investiga descontos irregulares em folha de pagamento de servidores públicos do DF — Foto: PF sinaliza interesse em delação de ex-BRB após veto à proposta de Vorcaro

Ministério Público deflagra operação contra descontos irregulares em salários de servidores do governo do Distrito Federal envolvendo BRB e PicPay

Operação investiga práticas fraudulentas em descontos de funcionários públicos

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagrou nesta sexta-feira, 19 de junho, uma operação de combate a descontos irregulares praticados na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A ação focada em operação fraudes folha pagamento Distrito Federal visa investigar possíveis fraudes que afetaram centenas de funcionários governamentais ao longo de aproximadamente dois anos.

Instituições e investigados em foco

Os mandados de busca e apreensão atingiram o Banco de Brasília, a plataforma de pagamentos PicPay, a Secretaria de Economia do governo local, a Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal e o Instituto de Previdência dos Servidores. A operação também inclui investigação de pessoas físicas, entre elas Eduardo Chedi, CEO da PicPay, seu colega Eduardo Chedid Simões, diretor da mesma empresa, e Paulo Henrique Costa, que ocupava a presidência do BRB até recentemente.

As diligências foram distribuídas entre três unidades federativas: Brasília, onde se concentram os principais órgãos públicos; Curitiba, no Paraná; e São Paulo, onde funcionam escritórios e diretorias das instituições financeiras envolvidas.

Origem da investigação e volume de recursos

A operação foi acionada após inspeção do Tribunal de Contas do Distrito Federal, que identificou movimentação financeira suspeita relacionada aos descontos. De acordo com o documento produzido pela corte, a plataforma teria movimentado aproximadamente R$ 81 milhões em descontos nas contas de servidores entre 2024 e 2025, valor que representa a magnitude da operação investigada.

O caso é conduzido pela Vice-Procuradoria-Geral de Justiça e pela Promotoria de Justiça especializada em Defesa do Consumidor, com apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado, unidade especializada em crimes mais complexos e estruturados.

Posicionamento das instituições investigadas

O PicPay emitiu comunicado rejeitando as acusações, afirmando não reconhecer qualquer irregularidade nas operações mencionadas. Conforme a empresa, seus produtos foram estruturados de acordo com normas regulatórias vigentes e submetidos a mecanismos rigorosos de controle. De acordo com sua versão, os valores eram antecipados diretamente no cartão do cliente mediante solicitação voluntária no aplicativo, sem intermediários.

A Secretaria de Economia do governo local esclareceu que a operação visa investigar condutas de agentes públicos específicos e não a atuação institucional da pasta. A secretaria afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades, permitindo acesso às instalações e prestando apoio para cumprimento das diligências.

Resposta do governo local

Celina Leão, governadora do Distrito Federal, comentou a operação destacando que desde sua posse determinou auditoria completa nos processos administrativos. Afirmou ter substituído integralmente os gestores responsáveis pelos contratos e afirma ter repassado toda documentação aos órgãos competentes. A governadora expressou esperança de que tudo seja esclarecido e que responsáveis sejam devidamente punidos conforme a lei.

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