Paraná intensifica alerta sobre prevenção de quedas em idosos

Secretaria de Saúde aponta crescimento de acidentes com população idosa e recomenda medidas simples de proteção

Paraná intensifica alerta sobre prevenção de quedas em idosos
Grupo de idosos do Centro de Convivência participa de atividades de integração social.

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Samu atendeu 10.214 quedas de idosos no Paraná. Especialistas alertam para importância de medidas preventivas.

A prevenção de quedas em idosos ganhou destaque no Paraná nesta quarta-feira (24), Dia Mundial de Prevenção de Quedas, como eixo estratégico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os números comprovam a urgência: entre janeiro e maio de 2026, o Samu atendeu 10.214 quedas envolvendo idosos no Estado.

Dimensão do problema no atendimento de emergência

O crescimento das ocorrências reflete tendência preocupante. Se nos primeiros cinco meses deste ano o Samu registrou 10.214 atendimentos, a projeção anual sugere aceleração do problema. Em 2025, o Estado contabilizou 24.417 quedas, demonstrando incremento significativo na demanda por socorro urgente. A Atenção Primária à Saúde (APS) registrou 2.691 atendimentos por quedas entre janeiro e maio, enquanto todo 2025 somou 5.627 ocorrências.

Desproporcionalidade etária nas quedas

A população idosa, que representa 18,1% dos habitantes do Paraná, concentra proporção bem maior de quedas e complicações hospitalares. Dos atendimentos na APS por quedas, 42,6% envolveram pessoas acima de 60 anos. O Sistema de Informações da Pessoa Idosa no Paraná (SIPI-PR) revelou que 9,4% da população idosa cadastrada sofreu duas ou mais quedas no último ano, indicando vulnerabilidade crônica.

Causas principais e medidas preventivas

Escorregões, tropeços, passos em falso e episódios de desequilíbrio figuram entre as principais causas de quedas nesta faixa etária. Especialistas apontam que medidas simples reduzem riscos: iluminação adequada em residências, eliminação de obstáculos nas áreas de circulação, adequação do calçado e fortalecimento muscular através de atividades físicas supervisionadas.

Necessidade de ações permanentes

A Sesa reforça que a prevenção de quedas em idosos exige estratégia contínua, não apenas campanhas pontuais. Ações permanentes envolvem educação para famílias, avaliação de risco em unidades de saúde e adaptação ambiental. O monitoramento via SIPI-PR fornece dados para direcionamento de políticas públicas específicas às comunidades com maior incidência de acidentes, consolidando abordagem baseada em evidências epidemiológicas.

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