Paraná atualiza lista de espécies ameaçadas com 345 animais em risco

Decreto do Instituto Água e Terra inclui 252 moluscos e aumenta para 17 o número de espécies em perigo crítico de extinção

Paraná atualiza lista de espécies ameaçadas com 345 animais em risco
Onça-pintada é uma das espécies listadas no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná. Foto: Depositphotos

Instituto Água e Terra emite decreto atualizando a relação de espécies ameaçadas de extinção no Estado, totalizando 345 animais em 15 grupos de fauna com 11 classificações de risco.

O Instituto Água e Terra (IAT) emitiu o Decreto nº 14.477 atualizando a lista de espécies ameaçadas de extinção no Paraná, consolidando um levantamento que soma 345 animais distribuídos em 15 grupos de fauna. A atualização reflete o esforço contínuo de monitoramento da biodiversidade estadual através de 11 classificações de risco que variam desde “não aplicável” até “regionalmente extinta”.

Moluscos ganham espaço no rol de proteção

A principal mudança neste levantamento foi a inclusão de 252 moluscos, marcando a primeira avaliação científica robusta do grupo no Estado. Embora o decreto de 2024 já previsse a incorporação desses organismos, apenas agora as análises foram formalmente acrescentadas ao documento oficial. Dentre os moluscos listados, 25 espécies encontram-se em categorias de ameaça.

O Mirinaba curitybana, um caracol raro endêmico de Curitiba, representa o caso de maior urgência entre os moluscos. A espécie desempenha papel relevante na manutenção do equilíbrio ecológico local, tornando sua preservação fundamental para a saúde dos ecossistemas urbanos e periurbanos da capital paranaense.

Aves e mamíferos continuam sob vigilância

O Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná mantém em seu acervo 110 espécies de aves e 17 mamíferos. Esses números consolidam-se como indicadores críticos da situação da megafauna do Estado. A onça-pintada permanece entre os símbolos mais emblemáticos da necessidade de proteção ambiental regional.

Piora do cenário crítico preocupa especialistas

Embora cinco grupos de animais tenham deixado os níveis de risco neste levantamento, o cenário geral apresenta sinais preocupantes. O número de espécies consideradas em perigo de extinção crítico aumentou de oito para 17, dobrando o indicador mais grave da classificação de risco.

A inclusão de um novo peixe, popularmente conhecido como emplastro-amarelo ou raia-emplastro, exemplifica a necessidade de atualização constante dos dados. A espécie foi classificada como vulnerável após sofrer redução de 30% em sua população, principalmente em razão da captura frequente em operações de pesca de arrasto de fundo.

Desafios para conservação futura

A atualização do decreto demonstra que o monitoramento científico permanece essencial para orientar políticas de conservação. Com 345 espécies sob diferentes graus de risco, o Paraná enfrenta demanda complexa por estratégias de proteção integradas que contemplem desde legislação até educação ambiental e fiscalização efetiva nas unidades de conservação e áreas de interesse ecológico.

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