Estado apresenta 25 experiências exitosas em Brasília, a maior quantidade entre participantes, com projetos em escolas, influenza e integração de dados

Paraná apresentou 25 projetos bem-sucedidos de vacinação na II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS, realizada em Brasília pelo Conass.
Paraná lidera com 25 experiências de vacinação no evento nacional
O Estado do Paraná consolidou sua liderança em políticas de imunização ao apresentar 25 projetos bem-sucedidos na II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais. O evento ocorreu em 17 de junho, em Brasília, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e reuniu representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O Estado superou todos os demais participantes em número de trabalhos selecionados dentre os 109 apresentados no encontro.
A expressiva participação paranaense reflete o empenho das equipes estaduais e a política consistente de recuperação das coberturas vacinais. Conforme declarou o secretário de Estado da Saúde, César Neves, o resultado evidencia o comprometimento institucional com a excelência na área de imunização: “Com muito orgulho tivemos 25 experiências exitosas selecionadas. Isso mostra o engajamento das nossas equipes e o compromisso com a recuperação das coberturas vacinais no Paraná”.
Vacinação em escolas: modelo de integração entre setores
Um dos destaques do Paraná apresentado no eixo temático “Ações para facilitar o acesso às vacinas” foi o projeto de vacinação em ambiente escolar. A iniciativa diferencia-se pela articulação entre as secretarias estaduais de Saúde e Educação, operacionalizada através do Programa Saúde na Escola (PSE). Virgínia Dobkowski, chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, apresentou a estratégia ressaltando seu duplo impacto: facilita o acesso vacinal e funciona como ferramenta de identificação de crianças e adolescentes com esquemas incompletos.
A exigência legal de apresentação da carteira de vacinação em instituições de ensino do Estado funciona como mecanismo de rastreamento para populações faltosas. Reuniões intersetoriais anuais entre as duas secretarias permitem planejamento coordenado das ações ao longo do ano letivo. Em 2025, apenas essa estratégia totalizou mais de 4,7 mil ações desenvolvidas em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), contribuindo significativamente para a redução de não vacinados nas coortes monitoradas.
Expansão de cobertura vacinal em região prioritária
Anterior ao evento de Brasília, em 16 de junho, o Paraná apresentou o projeto de ampliação da cobertura vacinal da BCG na 21ª Regional de Saúde de Telêmaco Borba. Esse trabalho específico integrou-se ao conjunto de iniciativas que demonstram a capilaridade da política estadual de imunização, alcançando desde capitais até municípios do interior.
A seleção de múltiplos projetos de diferentes regiões e eixos temáticos evidencia que o sucesso na recuperação vacinal não ocorre de forma pontual, mas resulta de uma estratégia multifacetada e descentralizada, envolvendo gestores e profissionais em todos os níveis da rede.
Campanha de influenza e integração de dados
A II Mostra incluiu também experiências paranaenses relacionadas à gestão de campanhas de influenza e à integração de dados de imunização na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Essas iniciativas representam avanços na modernização dos processos, permitindo maior precisão no monitoramento de coberturas vacinais e na detecção de lacunas geográficas ou populacionais.
A integração de dados em sistemas nacionais facilita o compartilhamento de informações entre esferas de governo e contribui para a formulação de políticas públicas mais assertivas, baseadas em evidências concretas de desempenho das regiões.
Reconhecimento nacional do desempenho paranaense
O resultado obtido na II Mostra do Conass posiciona o Paraná como referência nacional em gestão de vacinação e políticas de saúde coletiva. A quantidade de trabalhos selecionados e apresentados reflete não apenas o volume de iniciativas desenvolvidas, mas sua qualidade e potencial de replicabilidade em outros contextos.
A participação destacada em eventos como esse reforça a importância do compartilhamento de boas práticas entre unidades federativas, contribuindo para a elevação dos padrões nacionais de cobertura vacinal e, consequentemente, para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).





