Evento em Curitiba reúne gestores para fortalecer estratégias integradas no enfrentamento à aids e à transmissão vertical do HIV
Paraná realiza oficina nacional para eliminar a aids até 2030, reforçando diagnóstico, tratamento e prevenção integrados ao combate ao HIV.
Oficina nacional em Curitiba reforça o combate ao HIV no Paraná
O combate ao HIV ganhou novo impulso com a realização, nos dias 19 e 20 de maio, em Curitiba, da Oficina para Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública. Promovida pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná em parceria com o Ministério da Saúde, a oficina reuniu gestores, técnicos e representantes da sociedade civil para debater estratégias integradas focadas na prevenção, assistência e vigilância epidemiológica alinhadas às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2030.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, foi uma das lideranças que destacaram a importância do evento. Ele ressaltou que o Paraná tem avançado consistentemente no enfrentamento ao HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), com acesso universal a testes rápidos e ampliação dos serviços em todas as regiões do Estado.
Estratégias para ampliar diagnóstico e adesão ao tratamento no combate ao HIV
Entre os principais temas da oficina, o fortalecimento do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento foi central. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, apontou que as políticas públicas avançam na prevenção combinada, especialmente com a expansão do acesso às profilaxias Pré e Pós-Exposição (PrEP e PEP). Além disso, o conceito “Indetectável = Intransmissível” representa um marco no combate ao estigma e na interrupção das cadeias de transmissão, ressaltando a importância do tratamento eficaz para reduzir a circulação do vírus.
O Paraná apresenta uma das menores taxas de mortalidade por aids no Brasil, refletindo uma rede organizada e integrada que garante cuidado integral e humanizado. Atualmente, 93% dos diagnosticados estão em tratamento e 96% destes atingiram carga viral indetectável, dados que evidenciam o sucesso das estratégias adotadas.
Prevenção da transmissão vertical e metas da Agenda 2030
Outro eixo fundamental discutido foi a interrupção da transmissão do HIV de mãe para filho, com o Paraná já conquistando o Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical. A chefe da Divisão de IST/Aids, Mara Carmen Franzoloso, enfatizou que a redução de mais de 44% dos casos em menores de cinco anos demonstra avanços expressivos, mas o foco permanece no alcance das metas globais da Agenda 2030.
O grande desafio é garantir que 95% dos pacientes estejam diagnosticados, recebendo tratamento adequado e com supressão viral, assegurando mais qualidade de vida e freando a propagação do vírus.
Integração intersetorial e controle social para intensificar resposta ao HIV
A oficina também reforçou a importância da articulação entre diferentes setores governamentais, como Educação, Assistência Social e Direitos Humanos, para consolidar uma resposta intersetorial ao HIV no Paraná. O fortalecimento do controle social foi destacado como essencial para ampliar a participação da sociedade civil, garantindo políticas públicas mais eficazes e inclusivas.
Inovação com o Circuito Rápido da Aids Avançada
O Paraná avança ainda na implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada, uma tecnologia que permitirá diagnósticos de infecções oportunistas em menos de 30 minutos para pacientes em situação grave. Essa iniciativa promete aumentar a agilidade no atendimento e melhorar os resultados clínicos no enfrentamento às complicações da aids.
O comprometimento do Paraná com a eliminação da aids até 2030 reforça o papel do Estado como referência nacional na luta contra o HIV, combinando prevenção, assistência e vigilância em uma rede integrada e humanizada.





