Apenas 224 dos 399 municípios paranaenses participam do programa federal. Nacionalmente, 69% dos municípios têm obras vinculadas ao Novo PAC.

O Paraná tem a menor adesão ao Novo PAC entre os estados brasileiros, com apenas 56% dos municípios participando do programa federal.
O Paraná apresenta o menor índice de adesão ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) entre os estados brasileiros. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), apenas 56% dos 399 municípios paranaenses aderiram ao programa federal em qualquer estágio de desenvolvimento.
De acordo com o estudo divulgado nesta quarta-feira (4), 224 municípios paranaenses possuem obras do Novo PAC. Nacionalmente, a situação é diferente: 69% dos 5.569 municípios brasileiros (3.823 cidades) têm ao menos uma obra ou instrumento vinculado ao programa.
O levantamento da CNM monitorou 13.804 iniciativas sob execução municipal em todo o Brasil. Desse total, 6.918 (50%) encontram-se em execução, 2.754 (20%) foram concluídos, 2.003 (15%) permanecem em ações preparatórias e 2.129 (15%) ainda estão em fase de licitação ou leilão.
A educação básica concentra o maior número de projetos municipais acompanhados pela CNM, com 7.202 iniciativas e investimentos superiores a R$ 20,4 bilhões. Destas, 2.523 obras ultrapassaram 80% de execução física. Contudo, 2.576 empreendimentos ainda permanecem na faixa inicial de execução (até 20% de avanço físico).
Na saúde, segundo eixo com maior número de empreendimentos municipais, foram identificadas 4.458 iniciativas. Delas, 835 ultrapassaram 80% de execução física. O levantamento aponta que aproximadamente R$ 9,3 bilhões estão concentrados em obras com baixo avanço físico (inferior a 40%).
“O principal desafio está na capacidade de transformar os recursos previstos em obras concluídas e serviços públicos efetivamente disponibilizados à população. Os dados evidenciam que uma parcela significativa dos investimentos depende da conclusão de etapas administrativas e técnicas para que as obras sejam efetivamente iniciadas”, destaca Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.
Segundo a CNM, a execução dos empreendimentos enfrenta desafios especialmente nas áreas de infraestrutura urbana, saneamento e habitação.



