Paraná avança em tratamento experimental de lesões medulares

Estado alcança 17 aplicações de polilaminina, terapia inovadora desenvolvida por pesquisadores brasileiros, com suporte multiprofissional integrado

Paraná avança em tratamento experimental de lesões medulares
Procedimento realizado no Complexo Hospitalar do Trabalhador, unidade de referência em traumas do Estado

Paraná chega a 17 aplicações de polilaminina, proteína experimental para lesões medulares. Terapia combina procedimento no Hospital do Trabalhador com reabilitação multiprofissional especializada.

O Paraná consolidou nova etapa no tratamento experimental de polilaminina para lesões medulares, alcançando 17 aplicações da proteína inovadora desenvolvida por cientistas brasileiros. Os procedimentos, concentrados no Complexo Hospitalar do Trabalhador em Curitiba, integram protocolo multidisciplinar que combina intervenção cirúrgica com reabilitação especializada.

Protocolo integrado de atendimento

A estratégia estadual articula duas unidades: o Hospital do Trabalhador, responsável pela aplicação da polilaminina em lesões medulares agudas, e o Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier, que oferece acompanhamento focado em recuperação motora, neurológica e funcional pelo SUS.

Secretário de Estado da Saúde, César Neves destacou que a abordagem “reforça o compromisso em alinhar o atendimento humanizado às mais modernas inovações científicas do cenário nacional”. O modelo demonstra convergência entre pesquisa avançada e infraestrutura pública de saúde.

Casos recentes na prática

Entre os pacientes beneficiados está Divonzir Senca Cardozo, caminhoneiro de 64 anos residente em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Cardozo sofreu queda de 80 centímetros enquanto preparava grades de sua carreta, lesão que o levou ao protocolo de atendimento experimental.

Inovação científica em contexto público

A polilaminina representa aposta do Estado em terapias experimentais de origem brasileira, reduzindo dependência de tecnologias estrangeiras. A estrutura montada em Curitiba funciona como pólo de referência, viabilizando acesso a pacientes que, de outra forma, dependeriam de instituições privadas ou centros fora do Estado.

Perspectivas de expansão

Com 17 aplicações realizadas, o programa sinaliza consolidação de protocolo que pode servir como modelo para outras regiões. O investimento em reabilitação pós-procedimento amplia chances de integração funcional de pacientes, diferencial que justifica articulação multiprofissional mantida pela Secretaria de Estado da Saúde.

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