Paraná reforça investimento em rede humanizada de saúde mental no dia da luta antimanicomial

Estado amplia atendimento integrado e qualificação profissional em saúde mental para garantir cuidado digno e reinserção social

No Dia da Luta Antimanicomial, Paraná destaca avanços na rede humanizada saúde mental com atendimento integrado e inclusão social.

Panorama da rede humanizada saúde mental no Paraná em 18 de maio

No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, 18 de maio, o Paraná destaca o investimento em uma rede humanizada saúde mental que prioriza o acolhimento, a dignidade e a reinserção social. O secretário estadual da Saúde, César Neves, enfatiza o compromisso com um tratamento centrado na pessoa e na família, sustentado pela formação contínua dos profissionais e pela expansão da estrutura assistencial.

Estrutura e abrangência da rede humanizada saúde mental

A rede paranaense compreende 163 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diversas modalidades, ambulatórios especializados nas 22 regionais de saúde, sete Serviços Integrados de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes multiprofissionais, 73 leitos em hospitais gerais, 1.651 leitos em hospitais psiquiátricos e 14 Serviços Residenciais Terapêuticos. Essa estrutura trabalha em consonância com as unidades básicas de saúde (UBS), garantindo uma atenção territorializada e integrada que respeita as necessidades locais e individuais.

Qualificação dos profissionais e inovação no atendimento

O governo estadual investe na capacitação permanente das equipes de saúde mental, tendo qualificado cerca de 18 mil profissionais em 2025 por meio do PlanificaSUS Paraná. Destaca-se o treinamento para aplicação do Manual de Intervenções mhGAP da Organização Mundial da Saúde, que habilita profissionais não especializados a identificar e manejar condições prioritárias em saúde mental, ampliando a capacidade de acolhimento e atendimento humanizado em toda a rede.

Serviços diferenciados e ações de reabilitação social

Os CAPS oferecem, além do acompanhamento clínico, atividades como grupos terapêuticos, oficinas de artesanato e arte, práticas de expressão verbal, autocuidado e atividades físicas. Assembleias com usuários promovem o debate sobre direitos, deveres e convivência, fortalecendo a cidadania. Serviços Integrados de Saúde Mental unem CAPS ADIII e Unidades de Acolhimento, oferecendo suporte a crises e ações de reinserção social, inclusive com acolhimento noturno.

Impactos sociais e avanços na política pública

O modelo atual rompe com o passado marcado por internações compulsórias prolongadas e segregação, substituindo-o por políticas de desinstitucionalização que promovem autonomia e inclusão social. A rede humanizada saúde mental do Paraná representa uma mudança profunda, alinhada à Lei Federal 10.216/2001, e trabalha para garantir que o cuidado em saúde mental ocorra com dignidade, cidadania e liberdade, fortalecendo vínculos familiares e comunitários e ampliando o acesso ao tratamento qualificado.

Expansão territorial e espaços comunitários de convivência

Em 2026, o Paraná ampliou a rede com novos CAPS em Joaquim Távora e Santa Mariana, e centros de convivência em Cruzeiro do Oeste, São Tomé e Ponta Grossa. Esses espaços comunitários promovem a cultura, arte e inclusão social, contribuindo para a reinserção e qualidade de vida dos usuários, fortalecendo ainda mais a rede humanizada saúde mental no território estadual.

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