Megaoperação envolve 500 policiais e investiga tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos em três estados

A Polícia Civil do Paraná cumpre nesta quarta-feira 215 mandados contra integrantes de organização criminosa que atua em três estados.
A Polícia Civil do Paraná cumpre nesta quarta-feira 215 mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa que atua no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A operação envolve 95 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão, mobilizando mais de 500 policiais.
A megaoperação é realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná e conta com agentes de diversas unidades da PCPR, além de apoio da Polícia Militar do Paraná, Polícia Penal do Paraná, Polícia Civil de Santa Catarina e Polícia Militar de São Paulo. Cães de faro também auxiliam nas buscas.
O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Segundo a delegada Alini Simadon, a investigação teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, a partir de crimes como tortura e cárcere privado de vítimas acusadas de “traição”. O grupo também cobrava devedores do tráfico mediante ameaças e intimidação.
A PCPR apurou que a organização transportava drogas entre cidades, usava depósitos para guardar entorpecentes e controlava pontos de venda à distância. As lideranças negociavam a compra e distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha com preços tabelados para revenda em diversas regiões.
Ao rastrear a origem das ordens para crimes violentos, policiais chegaram a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. Segundo a delegada, “com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo”.
Dentro dos presídios, o grupo mantinha uma estrutura de poder paralela, com cargos e funções definidos. Um setor próprio fiscalizava as regras da facção, julgava presos considerados infratores e aplicava castigos físicos. A Justiça autorizou ainda a quebra de sigilo bancário das contas do grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.



