Investigado utilizava perfis falsos para chantagear vítimas com vazamento de fotos íntimas; confessou crime e revelou outras vítimas

Homem de 24 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão no bairro Sítio Cercado após investigação por extorsão sexual pela internet.
Extorsão sexual na internet: operação da PCPR em Curitiba
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu mandado de busca e apreensão contra um homem de 24 anos investigado por extorsão sexual na internet, em operação realizada na manhã de 25 de junho no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. A ação integra operações contínuas de combate a crimes de violência psicológica no ambiente digital.
Método utilizado pelo investigado
O suspeito adotava estratégia sofisticada de coerção. Utilizava perfil falso em rede social para atrair vítimas, conquistar sua confiança e solicitar conteúdo íntimo. Após receber as fotos ou vídeos, realizava chantagem, ameaçando o vazamento das imagens caso a vítima não enviasse novo material sexual. Conforme explicou o delegado Thiago Mengal Soares, “o investigado constrangia a vítima com ameaças de exposição caso ela não enviasse novos conteúdos de cunho sexual”.
Confissão e identificação de outras vítimas
No interrogatório, o homem confessou integralmente o crime referente à denúncia registrada. Mais significativo: revelou ter praticado a mesma extorsão com outras vítimas, ampliando a dimensão da investigação. Afirmou que recebeu conteúdo íntimo da vítima antes de ameaçá-la, confirmando o padrão de ação investigado.
Apreensão de equipamentos e perícia
Os agentes apreenderam um aparelho celular e um computador durante a ação. Ambos serão submetidos a perícia técnica para coleta de evidências digitais e identificação de possíveis novas vítimas. Os dados coletados pueden ser determinantes para ampliar a investigação e responsabilizar o suspeito pelos demais crimes cometidos.
Medidas judiciais e monitoramento
O Poder Judiciário determinou que o investigado fique sujeito à monitoração eletrônica, sob pena de prisão caso descumpra as exigências. A medida reflete a gravidade atribuída ao caso e visa evitar novos crimes enquanto a investigação prossegue. A PCPR continua recebendo denúncias sobre crimes de violência sexual no ambiente virtual para intensificar ações de repressão.




