Animal resgatado apresentava magreza acentuada, lesões antigas e infestação de carrapatos. Tutor foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos.

Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante homem suspeito de maus-tratos contra cão mantido acorrentado por oito meses no Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia.
A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante um homem acusado de maus-tratos contra um cão, nesta segunda-feira (26/10), no Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia. O animal foi mantido acorrentado por pelo menos oito meses.
O cão apresentava magreza acentuada, lesões antigas pelo corpo e infestação de carrapatos, segundo a polícia. A operação de resgate foi deflagrada pelo Grupo de Proteção Animal de Goiânia (GPA/1ª DRP) após denúncia anônima. Durante as diligências, os policiais constataram que o animal era mantido acorrentado, sem abrigo adequado contra sol e chuva.
De acordo com as investigações, o tutor permanecia longos períodos sem comparecer ao imóvel, e o animal dependia da ajuda de vizinhos para sobreviver. Mesmo quando estava no local, o investigado supostamente não prestava os cuidados necessários. O homem admitiu que o cão apresentava ferimentos havia muito tempo, mas não havia providenciado atendimento veterinário ou adotado medidas para tratar o animal.
O Instituto Médico-Legal Veterinário (IML-VET) confirmou a ocorrência de maus-tratos ao constatar baixo nível de bem-estar, lesões antigas e omissão crônica de cuidados. Diante dos elementos, o homem foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, conforme a legislação vigente.
A Diretoria de Bem-Estar Animal (Dirbea), vinculada à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), foi acionada para realizar o resgate do cão, providenciar atendimento veterinário e, posteriormente, encaminhá-lo para adoção.



